Repleto de sons pouco usuais, o espetáculo possibilitou à plateia uma experiência de imersão nas obras alternativas da cantora egípcia.

A jovem Nadah el Shazly apresentou-se na noite da passada sexta-feira, juntamente com a banda, no espaço Gnration, dando sequência aos eventos do Braga Music Week 2019. O álbum, denominado Ahwar (“Pântano”), foi lançado no ano de 2017 e é, até o momento, o único da compositora.

A apresentação teve início com a música “Afqid-Adh-Dhakira” (“Eu Perco a Memória”), que é, também, a primeira do álbum. Já no começo foi possível notar um dos traços mais característicos das canções de Shazly: os sons são produzidos de forma gradual, formando uma melodia que recebe, por fim, a voz da artista.

Ao longo da construção das músicas, foi possível verificar a importância de cada um dos instrumentos, seja dos mais clássicos, como a bateria e o contrabaixo, seja dos instrumentos de percussão que surgem em alguns momentos, como os sinos. Soma-se a isso, ainda, o próprio computador da cantora, usado para mistura de som.

Ficou evidente, ao longo da apresentação, a entrega dos artistas na produção de uma atuação disruptiva e, ao mesmo tempo, intimista.

O espetáculo teve duração de uma hora e contou com a presença de aproximadamente 50 pessoas. A artista já se tinha apresentado noutras cidades de Portugal no ano passado, contudo, a Braga foi a primeira vez.