O filme de Chiwetel Ejiofor, The Boy Who Harnessed the Wind, estreou no dia 1 de março. É a comovente história verídica baseada no livro escrito por Bryan Mealer e pelo próprio William, o rapaz cuja história inspirou o trabalho.

Esta é a excecional história de William Kamkwamba, um jovem de 13 anos, que decide construir uma turbina eólica, inspirado por um livro de ciência, para salvar a sua aldeia da fome. Para além de dirigido, o filme é também protagonizado por Chiwetel Ejiofor.

The Boy Who Harnessed the Wind

O protagonista vive na familiar aldeia de Malawi, cuja economia depende essencialmente da agricultura. Perante condições meteorológicas de profunda adversidade, dá-se a estagnação da produção. As famílias, já com poucos recursos, lutam para sobreviver. O sentimento de desespero e atitude de derrota tomam conta da população.

William surge então com a ideia de construir um mecanismo de reaproveitar o abundante vento, para gerar água e eletricidade. Com falta de meios e conhecimento, o jovem sonhador apoia-se na força de vontade e amor pela família para desafiar os limites físicos e encontrar uma solução inovadora para o problema.

Ora, o miúdo, sem estudos e com uma bicicleta, construiu uma turbina eólica capaz de transformar ar em eletricidade. Um génio que inspira inúmeras personalidades a lutar pela concretização das suas ideias. Onde o desacreditar gera motivação, o insulto cria ambição e a dificuldade produz coragem.

The Boy Who Harnessed the Wind

A ação que antecede o triunfo move-se ao sabor de uma leve e lenta brisa. No entanto, penso que intensifica a emoção final por parte do público, que vai alimentando convicta expectativa e assume-se como principal apoiante da visão de William.

Os atores desempenham os respetivos papéis com muito realismo e o cenário físico, cultural e social envolvente. Este cenário, extremamente bem caracterizado, contextualiza toda a história e, consequente luta, do jovem que sonha domar o vento.

The Boy who Harnessed the Wind é, de alguma forma, uma história universal na medida em que representa o espírito jovem criativo e o desejo de se envolver na situação atual do mundo. Um exemplo de superação, criatividade e resiliência, capaz de inspirar um mundo comodamente desmotivado.