Com o tema “Trovas.pt”, o espetáculo enalteceu a música portuguesa e os mais variados estilos, do tradicional ao Rap e do Pop ao Fado.

No passado sábado, dia 19 de outubro, o Theatro Circo, em Braga, acolheu mais uma edição do Trovas – Festival de Tunas Femininas. Este ano, contou com quatro tunas portuguesas a concurso.

A primeira tuna a atuar, a Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico (TFIST), de Lisboa, trouxe o Rap na verdadeira essência do acrónimo: Rhythm And Poetry. Jogando muito bem com estes dois conceitos, apresentou propostas de temas conhecidos como “Re-tratamento” (Da Weasel) e “Sexta-Feira” (Boss AC), uma adaptação de “Lisboa Vadia”, um medley instrumental de Ennio Morricone e alguns originais, incluindo uma canção de solista.

De seguida, apresentou-se em palco a Encantatuna – Tuna Académica Feminina da Universidade da Beira Interior, da Covilhã, que apostou na canção portuguesa: o Fado. O grupo presenteou o público com as suas versões de “Maria do Mar” (Luísa Sobral) e de algumas canções do repertório de Amália Rodrigues. Apresentou, também, um instrumental da banda sonora “Once Upon A Time In Africa” (Hans Zimmer), um original e um solo do poema musicado “O Infante”, celebrizado por Dulce Pontes.

Ainda antes do intervalo, teve a oportunidade de subir a palco a Tuna D’Elas – Tuna Feminina da Universidade da Madeira. A atuação começou com “Perdoa” (Anjos), um tema bem conhecido do Pop português. Mostraram também vários originais, entre eles um solo, e um medley instrumental intitulado “Melodias de Offenbach”.

A segunda parte do espetáculo contou com a atuação da última tuna a concurso, a Cientuna – Tuna Feminina de Ciências, do Porto, que se propôs apresentar o Rock nacional. Entre alguns originais, interpretaram também as suas versões de “La Camisa Negra” (Juanes) e de “Roda Viva” (Chico Buarque), esta última com solista, não esquecendo o instrumental da banda sonora de Game of Thrones.

Para além do concurso em si, o público presente teve também direito a intervenções divertidas da Gatuna, anfitriã do festival, e dos Jogralhos, que conduziram a apresentação do espetáculo. Contou, ainda, com atuações extra concurso protagonizadas pelo Grupo de Música Popular da Universidade do Minho (GMP), pela Tuna Universitária do Minho (TUM) e pela própria Gatuna.

No final do espetáculo, houve ainda espaço para a atribuição de prémios às tunas a concurso, sendo que todas elas arrecadaram distinções. A Tuna D’Elas conseguiu três (Prémio Caracol – Melhor Instrumental, Melhor Porta-Estandarte e Grande Prémio Trovas – Melhor Tuna), a TFIST duas (Melhor Pandeireta e Melhor Tema), assim como a Encantatuna (Melhor Solista e Tuna Mais Tuna), e a Cientuna uma (Melhor Original).