O autor, tradutor e professor António de Castro Caeiro veio ao Norte para apresentar o livro “Um Dia Não São Dias”.

Foi este sábado que o autor apresentou o livro na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga. Numa conversa bastante filosófica, António de Castro Caeiro começou por falar da sua tese de doutoramento “A Areté como possibilidade extrema do Humano.”

O professor na Universidade Nova de Lisboa falou da sua entrada em filosofia, que considera “um mero acaso.” Queria ser músico, porém, foi para o liceu para estudar engenharia. Mais tarde quis ser professor de Karaté, ou seja, ginasta. Contudo, acabou por ir para Filosofia. O autor falou do interesse que tinha na disciplina na época, principalmente nas estruturas complexas da lógica. Mas, também, numa filosofia que não tem preconceitos, que não tem pressupostos históricos.

O tradutor dos poemas de Trakl falou sobre o fascínio que sentia pelo poeta. Confessou que era fascinante “o apocalipse do ponto de vista estético” que o autor austríaco descrevia. António de Castro Caeiro disse, ainda, que quando uma pessoa lê poesia, que não abre apenas uma dimensão que estava fechada, mas também se insere lá dentro. E os versos que fazem esse transporte são considerados grande poesia.

No final da conversa entre António Ferreira e António de Castro Caeiro, houve ainda tempo para perguntas. Aplaudido por todos, o autor agradeceu o convite e a presença do público.