A evolução do curso e as novas mudanças que estão para vir foram temas abordados pelo diretor do curso, Miguel Rodrigues, e pelo presidente do CEAP, João Vaz.

O 40º aniversário da licenciatura em Administração Pública na UMinho, que se celebra esta sexta-feira, é marcado pela reunião de alunos licenciados já no mercado de trabalho, pela partilha de experiências e pelo estabelecimento de contactos. Para além da celebração dos 40 anos, festeja-se “a amizade e reencontros”, afirma o presidente do Centro de Estudos de Administração Pública (CEAP).

Quando o curso se formou, segundo Miguel Rodrigues em declarações ao ComUM, “este não tinha autonomização”, ou seja, encontrava-se associado a outros cursos. Porém, foram surgindo cada vez mais licenciados em Administração Pública a ocupar lugares de trabalho e a construir “publicidade à volta do curso”, conseguindo “desmistificar a ideia de que não existia esta formação”. Segundo o diretor de curso, “atualmente o curso de Administração Pública é reconhecido no mercado e procurado por este”.

Este reconhecimento é também feito por João Vaz que, em entrevista ao ComUM, afirma que “os licenciados têm feito um excelente trabalho no mercado de trabalho, e as entidades empregadoras têm valorizado cada vez mais a licenciatura em Administração Pública”. Assim como os professores que, “além de serem excelentes no que fazem, têm um amor enorme a esta licenciatura”. Para além disso, o presidente do CEAP declara que a “aprendizagem extracurricular é um importante complemento”.

No entanto, apesar do reconhecimento do curso, este acaba por “não ter a devida notoriedade”, afirma João Vaz. As consequências desta desvalorização, para o presidente do CEAP, são “o afastamento do interesse no curso por parte alunos de secundário, na altura de se candidatarem ao Ensino Superior”. Para além disso, “algumas vagas de emprego onde o perfil pedido é de alguém com formação em Administração Pública, pedirem licenciados em outros cursos”, afirma João Vaz.

O presidente do CEAP também revela que, para o curso poder apresentar maior notoriedade, “o CEAP tem vindo a organizar atividades que acrescentam grande valor aos estudantes”. Estas atividades incluem o Encontro Nacional de Alunos de Administração Pública (ENAAP), evento que chegou, no ano passado, à sua 17ª edição”, onde “os alunos de Administração Pública a nível nacional se podem reunir, aprender e discutir os obstáculos da licenciatura”. Este encontro é ainda “um ponto de partida para a criação de um Conselho Nacional de Alunos de Administração Pública (CNAAP), que o CEAP gostava muito de ver ser criado ainda durante este ano letivo”, declara João Vaz.

Relativamente a novas mudanças, o diretor do curso afirma que o curso de Administração Pública está a procurar implementar uma vertente mais prática. De acordo com Miguel Rodrigues, de modo “a integrar o aluno num contexto de trabalho que seja também significativo para as empresas”, pretende-se criar uma equipa multidisciplinar de alunos numa lógica próxima de estágio, que seja capaz de dar respostas a problemas identificados e apresentados pelas empresas.

Para além do aniversário dos 40 anos da licenciatura, Miguel Rodrigues afirma que se celebra “uma experiência comum”. “Mais do que marcar o aniversário do curso, o propósito é juntar as pessoas e partilhar experiências: chamar licenciados que já estão no mercado de trabalho e trazê-los para que os alunos estabeleçam contactos. E mostrar a diversidade do curso, não só argumentá-la, mas mostrá-la.”

João Vaz admite que se festeja “a amizade e os reencontros”. Já que o aniversário é marcado por um evento em que “mais de metade dos participantes são licenciados e não alunos, o que significará um encontro de diferentes gerações, novas experiências, novos contactos e novos amigos”.