“Baterista e baixista precisam-se para grupo punk”, e foi assim que tudo começou. Zé Pedro deixou-nos há dois anos, mas o impacto da voz e a guitarra do membro do grupo Xutos & Pontapés vai continuar a inspirar aspirantes a músicos. Infelizmente, a doença terminou com a vida do lisboeta.

Nascido em Lisboa, desde cedo o músico foi viver para Timor-Leste, para acompanhar o pai, que era militar. Regressado a casa, não demorou muito até seguir o seu sonho. Criou uma das bandas mais queridas do público português e estabeleceu-se como um ícone do rock lusitano.

Apesar de se estabelecer como guitarrista, Zé Pedro também se atreveu a escrever e compor. “Não sou o único” é a mais conhecida, mas “Submissão” também demonstra a sua versatilidade. Deixou-nos com 61 anos, mas a sua influência continua a título póstumo, e até a TAP deu o nome do artista a um avião.

Descrevia-se  como tímido, mas dentro do palco a energia não deixava ninguém indiferente. Mesmo sem o quinto elemento, sentimos a presença do lenço vermelho no punho esquerdo.