A chegada do frio pede, literalmente, “Netflix and Chill”. Nada melhor que Tall Girl, que estreou a 13 de setembro e foi dirigido por Nzingha Stewart, com pipocas à mistura.

Como o nome indica, o filme fala de uma rapariga de 16 anos que sofre constantemente ataques psicológicos por parte dos restantes alunos da sua escola por ser mais alta do que o considerado “normal”. Jodi vê os rapazes a escapar-lhe por entre os dedos, apesar de ter ao seu lado Jack, o melhor amigo, que a ama desde que se conheceram. O problema é que este é mais baixo que ela. No desenrolar do filme aparece Sti, o rapaz que preenche todos os requisitos e exigências da rapariga.

Tall Girl

O trabalho apresenta um elenco interessante repleto de jovens atores. Destaca-se a personagem principal, Ava Michelle, não pela performance, mas pela voz bela e doce ao cantar um excerto de “I’ve Never Been in Love Before”, de Chet Baker. Outra ótima performance é a de Griffin Gluck, que interpreta o melhor amigo de Jodi indubitavelmente bem e dá outro brilho à cena.

Por outro lado, Tall Girl é incrível devido ao poder das palavras utilizado no discurso final da protagonista. Este substituiu um discurso monótono e chato, utilizado no início do filme, por um discurso altamente apelativo e motivacional. Mostra a todos, num tom coloquial, que todos importamos, e que o facto de termos defeitos nos faz diferentes e interessantes, não desmerecendo de todo qualquer um de nós.

Tall Girl

Esta comédia romântica deixou-me intrigada, porque, sinceramente, estava com expectativas extremamente baixas e o início mostrou-se um pouco desinteressante e aborrecido. No entanto, a partir de certo momento, acabou por se tornar um filme emocionante. Mostra que a fisionomia não é meio nenhum de se chegar ao que verdadeiramente importa numa pessoa. Consegue ainda apresentar o puro amor que os pais nutrem pelos filhos, apesar de nem sempre agirem de acordo com o que sentem, mas todos erramos.

Embora Tall Girl pareça um filme extremamente banal, fala de como nós, seres humanos, partimos do princípio que tudo é um problema difícil de solucionar, quando a resposta está mesmo à frente dos nossos olhos. Conta com um final memorável e inesperado e, por isso, vale mesmo a pena ser visto.