O presidente da Comissão Eleitoral considera que a abstenção elevada é "um sintoma crónico daquilo que são as eleições da AAUM".

Em comparação ao ano anterior, em que se observou uma percentagem de 84%, a taxa não se alterou. A percentagem de estudantes que votaram nos diferentes órgãos da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) nestas eleições foi de 84,11%, sendo que o número de alunos nos cadernos eleitorais aumentou em relação ao ano passado.

Num universo de 16.995 eleitores, mais 1.669 que no ano anterior, 2.700 deslocaram-se às urnas. No segundo ano consecutivo em que Regulamento Geral de Proteção de Dados foi aplicado por parte da Universidade do Minho, os estudantes tiveram que novamente partilhar os seus dados pessoais com a Comissão Eleitoral para poderem votar.

O novo rosto da Associação Académica, Rui Oliveira, confessa que os resultados estiveram “dentro do esperado”, mas que não fica satisfeito. Contudo, o futuro presidente acredita que, ao existir apenas uma lista para a direção, “ia ser sempre algo muito difícil”reduzir a abstenção”. Finaliza e classifica os números “como um suficiente”.

Diana Carvalho / ComUM

Por sua vez, Luís Nuno Silva refere que, “historicamente, as eleições com lista única à direção são eleições tendencialmente mais propícias a um crescimento da abstenção”, alegando que estes números representam “um sintoma crónico daquilo que são as eleições da AAUM”. O Presidente da Comissão Eleitoral faz, ainda assim, “um balanço positivo” pelo número de votantes, sendo este “o mais elevado dos últimos três anos”. Esta votação “foi a mais expressiva” por existirem mais locais para votar dentro dos campi da Universidade do Minho.

Entrevistas: Daniel Sousa

Multimédia: Cátia Barros e Diana Carvalho