Emília Santos, porta-voz do grupo “Mulheres de Braga", considera que 2020 é ano crucial para a reforma da legislação para combater a violência doméstica.

Na noite da passagem de ano, o grupo “Mulheres de Braga” apela à colocação de lençóis brancos nas varandas e janelas da cidade. O gesto simbólico pretende homenagear as mulheres mortas por violência doméstica em 2019.

Em entrevista à RUM, Emília Santos, porta-voz do grupo “Mulheres de Braga”, destaca o crescimento do grupo em apenas três meses. O balanço é positivo, pois alcançaram 18 mil membros e realizaram uma entrega de petição em mãos na Assembleia da República e uma manifestação. “Em tão pouco tempo conseguimos – nós que somos mulheres normais – muito mais do que partidos políticos que não querem fazer nada”, acrescenta.

Para Emília Santos, 2019 foi o ano de alerta quanto à violência doméstica e 2020 terá de ser o ano de entrada da legislação. “No dia 12 deste mês foram chumbadas várias propostas contra a violência doméstica e a favor da proteção de menores. Espero que a nossa ida a Lisboa tenha feito com que os partidos sintam o quão é importante mudar”, afirma.

De recordar que o grupo “Mulheres de Braga” foi criado em setembro, após a morte pelas mãos do ex-companheiro de Gabriela Monteiro, antiga funcionária do Theatro Circo. Este ano, morreram 35 pessoas vítimas de violência doméstica em Portugal, entre as quais 27 mulheres adultas, uma criança e sete homens.