Vimaranense afirmou ainda não ter traçado objetivos para a nova época, mas estar nos Jogos Olímpicos é desejo.

A época de 2019 terminou de forma inglória para João Sousa. O vimaranense viu-se obrigado a encerrar mais cedo a temporada, por culpa de uma fratura de esforço no pé esquerdo. Com a nova época ao virar da esquina, o minhoto ainda caminha para a recuperação total e, por isso, não traçou ainda objetivos para 2020.

“Ainda não delineei objetivos para a próxima época, estou mais focado em recuperar a 100%”, afirmou o número um português, numa entrevista à Agência Lusa. No entanto, não deixou de apontar que a missão é sempre a mesma: terminar o ano no lugar mais alto possível no ranking.

2020 tem a particularidade de ser um ano de Jogos Olímpicos. Depois de já ter estado presente no Rio de Janeiro, em 2016, João Sousa quer repetir a receita e por isso a única certeza que tem é que a qualificação para Tóquio é prioritária. “Já estive no Rio de Janeiro, em 2016, e foi uma experiência única. E a verdade é que seria um orgulho para mim estar presente nestes Jogos Olímpicos de Tóquio. Será certamente uma prioridade”, disse.

Com esse objetivo bem presente, a nova época do vimaranense vai sofrer ligeiras alterações no calendário, em comparação com aquilo que foi 2019. João Sousa vai começar, como é já habitual, em Auckland, na Nova Zelândia, e segue depois para o primeiro Grand Slam da temporada, o Australian Open. Até aqui, tudo normal.

As diferenças surgem depois do torneio australiano. Por norma, Sousa opta por percorrer a América do Sul e os torneios de terra batida que esta tem para oferecer. No entanto, e por se tratar de um ano de Jogos Olímpicos, o tenista português decidiu, em conjunto com a equipa técnica, optar pelos torneios de piso rápido em solo europeu. Assim, Montpellier, Roterdão e Marselha são as paragens logo após o término do Australian Open.

O restante calendário não deverá fugir muito ao que vem sendo habitual de João Sousa nos últimos anos. No entanto, 2020 traz ainda mais uma novidade por parte do atleta nascido em Guimarães, que pretende realizar uma aposta mais séria na variante de pares, onde formará dupla com o espanhol Pablo Carreño-Busta.

“Vamos dar prioridade aos singulares, como é óbvio, mas este ano vou fazer uma parceria mais séria com o Pablo Carreño-Busta. Vamos apostar um bocadinho mais nesta variante e jogar com mais frequência juntos. A prioridade é jogar os melhores torneios do mundo, os Grand Slam, os Masters 1000, os torneios 500 e 250 e manter-me no topo da elite mundial”, concluiu.

Singulares, pares e Jogos Olímpicos. O espírito competitivo de João Sousa implica que tudo conte para a nova temporada. Mas, primeiro, o português está focado em colocar-se a 100% em termos de condição física.