A banda The Black Mamba deu a provar do seu veneno, no Theatro Circo, em Braga.

As portas do Teatro Circo abriram-se, na passada quinta-feira, dia 30 de janeiro, para assistir a um fluxo de pessoas que convergia para a grande sala, enquanto a Stairway to Heaven ecoava e as convidava a sentar. Já não faltava muito para as luzes se apagarem, a energia fluir e os corpos mergulharem no que seria uma noite memorável para todos os presentes num concerto dos The Black Mamba.

A Good Times Tour é inteiramente dedicada aos primeiros dois anos da existência da banda, quando ainda atuava em “botecos” e cafés de Lisboa, com sonhos nos bolsos para dar e vender. Em memória desses tempos, tocaram-se versões de músicas como I Shot the Sheriff, Easy, Everybody Loves the Sunshine e Thriller, que faziam parte das primeiras setlist da banda.

O percurso do grupo iniciou-se em 2010 e, apesar de não haver certeza de qual foi a primeira música, Tatanka, o vocalista, considera ter sido a Canção de Mim Mesmo, escrita na língua de Camões, afastando-se do repertório habitual da banda, que é tendencialmente em inglês.

O primeiro convidado foi o Budda Guedes, o pulmão dos blues de Braga, que interpretou a sua música I Do The Walk While You Do The Talk em conjunto com a banda. Nobel, o autor do single Honey, que sintoniza as rádios de todos os portugueses, foi mais um dos convidados dos The Black Mamba. Acompanhado do piano e da guitarra de Tatanka, Nobel emocionou o público. A energia frenética de Tatanka fez uma plateia inteira ecoar músicas de dez anos de vida da banda em perfeita harmonia.

Miguel Casais na bateria e Rui Pedro Pity no baixo são nomes que não se pode deixar esquecer. O vocalista é sempre mais próximo do público, mas sem os músicos que completam e dão cor a estes sons, que são parte da história de tanta gente, tudo seria diferente.