Inspirados no Rock n’ rol clássico, a banda Green Day lançou a 7 de fevereiro o mais recente álbum. Father of All… é uma proposta bastante diferente de toda a discografia da banda que pode ou não agradar ao público mais antigo.

Numa homenagem a diferentes fases do Rock, o trio californiano lançou o 13º álbum. Ao Rock puro juntaram-se batidas mais frescas e um ritmo mais Pop, algo inesperado tendo em conta historial da banda.

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“Father of All…” é a faixa que dá título ao álbum e que o abre. Ao som da bateria e da guitarra percebe-se imediatamente um estilo mais irreverente. Aliás, dificilmente se reconhece como Green Day:  o que não é necessariamente mau. “Fire, Ride, Aim” mantém a mesma energia.

Meet Me on the Roof” mistura o Rock and Roll clássico com o Pop Rock e uma história de amor. Tal como “Oh Yeah!”, proporciona uma experiencia com influências Rock dos anos 80. As duas são faixas cativantes especialmente pela melodia.

Green Day surgiu com um projeto repleto de pormenores que se tornam bastante relevantes no resultado final. A sedução do refrão Em “I Was a Teenage Teenager” e o brilho da guitarra em “Stab You in the Heart” e “Sugar Youth”, são alguns dos exemplos.

Já “Junkies on a High” dececiona. Num ritmo mais lento, a faixa torna-se incoerente e parece não pertencer ao projeto. “Take the Money and Crawl” é a seguir no alinhamento: bastante semelhante (até demais) a muitos outros temas do álbum.

Graffitia” volta em salvação do projeto encerrando-o em chave de ouro. Não há nada de errado a apontar. Da letra e voz à melodia, passando por momentos altos e baixos… tudo encaixa.

Father Of All… é provavelmente o trabalho mais desafiante de Green Day. Enquanto muitos afirmam que se trata de um estilo que não pertence à banda, outros tantos não conseguem evitar dançar assim que começa a primeira faixa do álbum. É atrevido e excêntrico e ganha pela atitude que encerra.