Quem Brinca com o Fogo estreou nos cinemas portugueses a 7 de novembro. O filme de Andy Fickman não é uma comédia familiar comum, mas retrata a vida como um verdadeiro espetáculo.

A narrativa relata a vida profissional e não amorosa de Jake Carson, comandante de uma equipa de bombeiros-paraquedistas que arriscam as suas vidas em prol do bem maior que é a existência humana. Numa noite, recebem um alerta de uma cabine em chamas e acabam por salvar a vida de três irmãos mesmo antes de esta desabar. Aos poucos, a família de vai-se habituando ao facto de ter os três órfãos presentes. Mal sabiam eles o quanto as suas vidas estavam prestes a mudar.

Quem Brinca com o Fogo

Recreativo é a palavra que melhor descreve Quem Brinca com o Fogo. Trata-se de uma produção aprazível de se assistir e que dá a conhecer um elenco excelente. Destaca-se John Cena, o homem do cinema, e Keegan-Michael Key, um profissional magnífico que se distingue por ser desajeitado, mas ao mesmo tempo inigualavelmente engraçado e querido, quando se trata de mostrar emoções ou dar conselhos ao comandante acerca da sua rispidez. Deste modo, ambas as presenças marcam o bom gosto por parte do diretor e o profissionalismo que se encontra no decorrer do filme por parte dos vários atores.

A banda sonora é também fantástica. “Uptown Funk”, de Mark Ronson, marca a entrada em grande dos bombeiros em paraquedas e contrasta com um momento de desespero por parte dos cidadãos. A música dá ênfase à equipa que entra em cena com estilo e classe e faz parecer fácil apagar um fogo enorme. Não poderia faltar “Welcome to the Party”, de Diplo, que marca a saída heróica de John Cena, talvez numa forma de vangloriar aqueles que lutam por nós nas frentes de fogo e que não são devidamente valorizados.

Posso então afirmar que Quem Brinca com o Fogo me surpreendeu muito, pela clareza e empatia que a história deposita em nós. Trata-se de um marco na nossa cultura, visto que dá valor a pessoas que são fulcrais na nossa sociedade e mostra uma certa utopia, um mundo quase perfeito, em que os bombeiros têm o reconhecimento que verdadeiramente merecem.