O Presidente da Associação Académica da Universidade do Minho vê a medida como positiva para aumentar o número de alunos do Ensino Profissional e Artístico.

A possibilidade de abertura de condições especiais de acesso ao ensino superior é uma proposta que está a ser discutida pelo Governo. Rui Oliveira, presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), garante que a medida é “importante na promoção do acesso ao Ensino Superior” para estes estudantes.

Apesar da falta de revisão de alguns pormenores na componente do Ensino Artístico, o Governo anunciou, a 19 de fevereiro, que pretende que os estudantes possam, já no próximo ano letivo, candidatar-se ao ensino superior sem realizar exames nacionais. Em declarações ao ComUM, Rui Oliveira sustenta a importância da medida para a “aumentar o número de alunos no Ensino Profissionalizante e Artístico, que até então era desvalorizado pelo acesso dificultado”, devido aos “exames que continham matérias que não haviam sido abordadas por eles”.

Com as novas condições, os candidatos serão avaliados através de provas específicas, com especial foco nas suas formações e que adquirem um peso de 30% na nota final. Isto permite uma “maior equidade no acesso”, segundo o presidente da AAUM. Porém, Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho, já declarou à RUM que a instituição não vai adotar “soluções que possam ser entendidas como fáceis para as pessoas chegarem ao Ensino Superior”. O grau de exigência vai manter-se “adequado”.

Há ainda limitações a nível dos cursos. Dependendo das condições de acesso e dos detalhes discutidos em reunião interna na Universidade do Minho, “poderão existir alguns cursos que não terão acesso por essa via se, no entendimento das Instituições de Ensino Superior, não existir enquadramento possível”, sublinha Rui Oliveira.