Grupo têxtil Sonix decide suspender a produção de equipamento têxtil, que não seja de âmbito médico, e começa a produzir máscaras para entregar nos principais hospitais do Norte do país.

De acordo com o jornal O MINHO, a presidente da empresa, Conceição Dias, afirmou ter recebido vários telefonemas de hospitais a solicitar reforço na produção de equipamento médico. “Hospital de Braga, de São João, de Barcelos, todos eles me ligam desesperados porque não têm batas nem máscaras suficientes e precisam que intensifiquemos a produção”, relatou.

Perante a evolução do panorama epidémico e o número de pedidos, o grupo decidiu suspender a produção de equipamento têxtil, que não seja de âmbito médico, e começar a produzir máscaras. Até ao momento, a produção de máscaras tinha apenas o propósito de uso interno. “Desde a semana passada que temos máscaras produzidas por nós, todos os funcionários trabalham de máscara para prevenir isto tudo que está a acontecer”, explicou Conceição Dias.

A empresária revelou ainda que, uma das empresas do grupo dedicada à nanotecnologia, suspendeu as investigações e encontra-se a fabricar gel desinfetante. “Estou à espera dos fornecedores, mas entretanto deve chegar um contentor com 24 toneladas para podermos continuar a produção”, reforçou.

Agora, Conceição Dias espera que sejam entregues nos principais hospitais do Norte do país. Para além disso, deixa o apelo a que outras empresas têxteis suspendam a sua produção comercial e passem a produzir equipamento médico. A presidente afirma ainda disponibilizar a matéria prima de forma gratuita.

No Facebook oficial da empresa, lê-se “reforçamos o pedido a todas as empresas e profissionais têxteis que possam apoiar de qualquer forma (mão-de-obra, matérias-primas, etc.) para que seja possível minimizar estas situações e dar dentro do possível, melhores condições a estes HERÓIS que lutam diariamente para nos salvarem da tragédia que todos vivemos.”

Tendo sido decretado estado de emergência esta quarta-feira, Conceição Dias vai pedir uma “exceção” ao Estado para a fabricação de material médico. Reforça que não conseguem “trabalhar sem receber a matéria-prima.”