Nasceu em Houston a 21 de agosto de 1938. Preencheu os dias com a arte. Ocupou-se da música, da fotografia e do mundo cinematográfico. Este sábado, dia 21 de março, o Senhor Kenneth Donald Rogers falece com 82 anos.

Consagrado ícone da música Country, a verdade é que Kenny Rogers se aventurou primeiro no universo do Jazz. No final dos anos 1950, Kenny iniciou a carreira de gravação de música junto do artista Bobby Doyle. Desta época, fica ainda a lembrança de That Crazy Feeling (1957), uma versão Rock do artista.

Para além disso, será neste período de tempo que Rogers ingressou no Folk, enquanto vocalista e contrabaixista da banda New Christly Minstrels. No entanto, a grande maioria dos membros da banda, incluindo o artista, decidiram migrar para o grupo The First Edition. Mais tarde, este veio a chamar-se Kenny Rogers and The First Edition (1969).

O primeiro grande hit da banda foi em 1968 com um single Pop-Psicadélico, “Just Dropped In (To See What Condition My Condition Was In)”. Apesar de, por vezes, estranha ao ouvido humano (e talvez por isso mesmo), esta música reflete sobre o consumo de estupefacientes e alerta para os seus riscos – “Someone painted April Fool in big black letters on a Dead End sign / I had my foot on the gas as I left the road and blew out my mind.

Além deste single, a banda conquistou o público com But You Know I Love You (1968) e Ruby, Don’t Take Your Love to Town (1969). Durante os seis anos seguintes, Kenny Rogers and The First Edition aproveitaram as luzes da ribalta. No entanto, em 1970 Kenny Rogers abandona o barco em busca de uma carreira a solo, movendo-se entre o Pop e o Country.

O primeiro álbum a solo do artista foi Love Lifted Me (1976). Nos anos seguintes, Rogers lançou uma quantidade absurda (quando nos referimos à necessidade de pausas criativas): Kenny Rogers, Daytime Friends (1977), Love or Something Like It, The Gambler (1978)  e Kenny (1979).

Também, entre 1978 e 1979, Kenny Rogers se junta a Dottie West. A sua parceria deu origem a dois álbuns, Every Time Two Fools Collide e Classics. Juntos conquistaram dois discos de ouro, dois prémios CMA, uma indicação ACM, duas nomeações dos Grammy e o prémio Music City New.

Every Time Two Fools Collide, Anyone Who Isn’t Me Tonight, What Are We Doin’ in Love, “All I Ever Need Is You e Till I Can Make It On My Own são alguns dos frutos conhecidos da sua colaboração. Facilmente se percebe que tratam do tema mais abordado no mundo da música: o amor.

Ao longo dos anos, o artista teve ainda a oportunidade de trabalhar juntamente com Lionel Richie – produtor do seu álbum Share Your Love (1981) – e Barry Gibb dos Bee Gees – que produziu Eyes That See In The Dark (1983). O último álbum deu origem a mais um hit number 1, Islands in the Stream, um dueto com a famosa Dolly Parton.

A colaboração entre os dois artistas, apesar de esporádica, tornou-se regular, como por exemplo nos álbums Once Upon a Christmas e Kenny & Dolly: A Christmas to Remember; e nas músicas: “Real Love” e “You Can’t Make Old Friends”. Outro dos mais famosos duetos do artista foi com Sheena Easton.

Até ao último concerto, realizado em Nashville a 25 de outubro de 2017, os álbuns, os singles e os duetos do artista preencheram os charts e os corações de uma legião de fãs. No entanto, não só da música se fez a carreira de Kenny Rogers.

Além de fazer parte de cerca de 134 soundtracks de filmes, Rogers participou verdadeiramente em 24 filmes. A sua primeira experiência deu-se em Saga of Sonora (1973), já a sua última, em Change in The Wind (2010). Desde um piloto de corrida a um simples narrador, o artista preencheu os grandes e os pequenos ecrãs.