Em tempo de isolamento, nada melhor que um pouco de aventura e drama para animar a nossa vida em casa. O Apelo Selvagem estreou a 20 de fevereiro e não só promete extremo encanto do início ao fim, como uma marca no coração de todos aqueles que amam os puros e belos seres de quatro patas.

O filme descreve a vida de Buck, um cão com um coração enorme e uma vida de sonho, cuja paz lhe é tirada ao ser raptado e vendido com o propósito de ir para o Alasca para a chamada “corrida ao ouro”. Perante uma vida de esforço e trabalho, junta-se à equipa dos cães que puxavam o trenó e aprende que basta um erro para colocar todas as vidas em risco. Com inteligência e simpatia, melhora as suas habilidades e torna-se o líder querido por todos. No entanto algo inesperado acontece e rompe com a sua felicidade. Mas com resiliência e força, aventura-se rumo ao desconhecido com John Thornton e encontra o verdadeiro sentido da vida.

O Apelo Selvagem

Extasiante, apaixonante, selvagem. Muitas são as tentativas falhadas criadas para descrever esta obra de arte que nos enche de sabedoria e se apresenta indiscritível aos olhos de quem a admira e vê para além da sua simplicidade.

É de destacar o elenco, que engloba várias estrelas de cinema, como Harrison Ford, que interpreta o velho John. Como já era de esperar, o ator faz transparecer com notável talento as suas emoções perante o guião que lhe é dado e suscita ainda mais interesse no espetador. Omar Si é também uma cara conhecida e não fica atrás do último. Representa uma das personagens com maior estabilidade emocional e, ao mesmo tempo, com um impressionante carisma, o que dá vida e noticiabilidade à história.

O Apelo Selvagem

O que de mais incrível sobressai em O Apelo Selvagem é o cenário. As paisagens são simplesmente utópicas, num ambiente de quem acorda para ver mais um maravilhoso dia na companhia das nossas personagens. Vemos a mágica aurora polar, que nos transmite uma mistura de sentimentos, e o pôr do sol, que bate na cristalina neve e nos mostra o verdadeiro encanto da natureza. Acredito que o objetivo do realizador é dar a conhecer a beleza da simplicidade, ao revelar a essência tranquila e complexa da natureza através de lugares abandonados, no meio do nada.

Para além do espantoso cenário, destaca-se também o papel do narrador, cuja função se torna fundamental na peça. É ele quem descreve pormenorizadamente os sentimentos e os pensamentos de Buck e cria uma empatia entre o animal e o público, como se também se tratasse de uma pessoa.

Pressuposto isto, a frase que melhor resume e marca o filme é: “o quão longe viajou ele para encontrar o seu lar”. Mostra que a vida não é fácil para ninguém e comprova que o cão é e sempre será o melhor amigo do homem.