A cantora britânica celebra este sábado, 2 de maio, o seu 35º aniversário. Contudo, o percurso nem sempre foi constante e atravessou muitas fases difíceis. A música sempre foi aquilo que a fazia sentir-se melhor até perceber que ia fazer disso carreira.

É filha do comediante Keith Allen e da produtora de cinema Alison Owen. Lily Allen nunca conseguiu estabelecer amizades, pois a infância foi passada a saltar de uma escola para a outra. A separação dos pais, quando tinha apenas quatro anos, também contribuiu para que não tivesse um sentimento de estabilidade desde muito cedo.

Aos 17 passou pelo primeiro contacto com uma produtora. No entanto, foi fugaz e não tardaram a rejeitá-la. O grande lançamento da jovem cantora aconteceu no MySpace. Mais de dezenas de milhares de seguidores adoraram as duas mixtapes lá publicadas. Viu a sua música passar na BBC Radio One e rapidamente começou a trabalhar com nomes como Mark Ronson e Greg Kurstin. Em julho de 2006, o álbum Alright, Still foi apresentado ao público, continuando a divulgar música nova no MySpace.

Ao mesmo tempo que ganhava sucesso, mantinha uma relação com Ed Simons, dos The Chemical Brothers. Em 2008 passou por outra experiência traumática, sofrendo um aborto espontâneo. It’s Not Me, It’s You, projeto que tinha sido adiado, estreou em fevereiro de 2009. Os singles “Not Fair” e “The Fear” integravam o conjunto de 12 faixas.

Nos anos seguintes, colaborou com P!nk, e lançou Sheezus, em 2014. Este álbum contava histórias inspiradas nas experiências de maternidade, em rixas com a artista Azealia Banks, entre outros aspetos. A partir de 2016, experienciou outro trauma. Um stalker invadiu a sua casa e ameaçou-a, acabando preso. Divorciou-se de Sam Cooper, com quem estava casada desde 2011, e Lily Allen admitiu estar a sofrer uma crise de identidade. Aqui surgiu a vontade de produzir música ao seu gosto, sem a pressão das gravadoras.

O resultado foi No Shame, o mais recente projeto, conhecido em 2018. Este focava-se em questões como as suas filhas, o fim do casamento, abuso de substâncias e outras temáticas relativas à sua vida pessoal.

Desde então, não se tem ouvido música nova vinda da cantora britânica. A verdade é que a carreira começou muito cedo e daí surgiram algumas controvérsias. É mãe de duas filhas, ainda crianças, e isso pode também ter contribuído para o abrandamento do  percurso. Mesmo assim, a música de Lily Allen é intemporal e o trabalho que desenvolveu desde que lançou o primeiro disco é, sem dúvida, notável.