O edifício conhecido como prédio conhecido como prédio Coutinho tem desconstrução prevista desde o início do milénio.

Recurso que contestava a decisão de permitir à VianaPolis desalojar, esvaziar e demolir o edifício, negado pelo Tribunal Central Administrativo Norte. “Os juízes da secção administrativa do Tribunal Central Administrativo Norte, acordam em negar provimento ao presente recurso jurisdicional pelo que mantém a decisão recorrida”, lê-se no acórdão datado do dia 17.

Contactada pela agência Lusa, uma fonte da VianaPolis afirma que “a sociedade tomou conhecimento de mais uma decisão favorável, adiantando estar apenas a aguardar pelo desfecho da providência cautelar que os moradores interpuseram junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, para tomar posse efetiva do que é seu, do que é público”.

O edifício conhecido como prédio conhecido como prédio Coutinho tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, mas a batalha judicial tem vindo a travar o processo. Em junho de 2019, a VianaPolis começou o despejo “de seis frações” do edifício, no entanto os últimos moradores recusam-se a sair. Já em julho do mesmo ano, o mesmo tribunal permitiu uma providência cautelar que deteve os despejos e a demolição do prédio.

Esta iniciativa prevê tornar o local, hoje ocupado pelo prédio, num do novo mercado municipal e foi iniciado na altura em que António Guterres era primeiro-ministro e José Sócrates ministro do Ambiente.