Já foram aplicados 420 mil euros e foram criadas várias iniciativas online.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão está a implementar medidas de apoio a instituições culturais e artistas do concelho. Com o objetivo de voltar à normalidade após a pandemia da Covid-19, a autarquia tem vindo a reforçar apoios e a atribuir vários subsídios, referentes aos planos de atividades anuais e desenvolvimento de projetos.

Até à data, já foram distribuídos 420 mil euros pelos parceiros culturais locais. A este valor acrescem 14 mil euros que a autarquia famalicense destinou a artistas, companhias de teatro e grupos musicais que se adaptaram ao contexto vivido e proporcionaram espetáculos online de temas variados, como música, teatro, dança, poesia e literatura.

Durante o período de confinamento obrigatório, a página de Facebook “Famalicão Comunitário” lançou o projeto “Há Cultura! Em casa”, onde tem disponibilizado eventos culturais de forma gratuita. O programa “Famalicão Comunitário” consiste num processo de cocriação e gestão de atividades comunitárias que visa o envolvimento e participação dos agentes locais e cidadãos, estimulando projetos para o território.

Já foram proporcionados cerca de 60 eventos culturais de temas diversos, como espetáculos musicais, de teatro e dança, workshops de culinária e recitais de poesia e literatura. Ainda foram apresentadas oficinas temáticas e a web série “Diários de Uma Quarentena”, produzida pela Momento – Artistas Independentes. No total, este projeto, que ainda está em continuidade, teve mais de 70 mil visualizações. A programação de atividades semanais está apresentada na página de Facebook.

No comunicado oficial, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, valoriza a cultura e a arte: “Foram fundamentais durante o período de confinamento, pois ajudaram as pessoas a não se sentirem sozinhas, a terem companhia, a divertirem-se e a continuarem ligadas à cultura”. Refere que “as associações culturais e os artistas foram os primeiros a parar e a fechar portas. Foram obrigados e interromper todo o seu trabalho. Apesar de tudo, não baixaram os braços e deram o exemplo à comunidade”. “Temos que os apoiar neste momento difícil. Temos que estar a seu lado, para que mais tarde possamos continuar a ter arte e cultura nas nossas vidas”, acrescenta Paulo Cunha.