O protesto permitiu a discussão da situação atual dos trabalhadores bracarenses, incluindo os dos setores da restauração, hotelaria, saúde e transportes.

“Temos que lutar porque a luta é o único caminho”. Estas foram as palavras de ordem da União dos Sindicatos de Braga, durante o protesto da passada quarta-feira. De acordo com o Correio do Minho, além da denuncia de “vários atropelos” e “perda de direitos”, a União deixou claro que a redução de salários por causa da crise pandémica vai atrasar a economia da região.

“Antes da pandemia já estávamos a lutar por melhores condições de vida e de trabalho, pelo aumento dos salários e recuperação dos direitos e esta pandemia da Covid-19 acabou por cair em cima dos trabalhadores como uma bomba”, afirmou o coordenador do organismo, Joaquim Rodrigues.

As denúncias de atropelamentos foram realizadas por cada sindicato. Durante o protesto, contou-se com representantes dos mais diversos setores económicos, incluindo os setores da restauração, hotelaria, saúde e transportes. De qualquer das formas, Joaquim Rodrigues explicou que, na sequência do lay-off, “há trabalhadores que ganhavam 800 euros e que estão agora a ganhar 635, o salário mínimo”.

Para além disso, o coordenador aproveitou para relembrar que no governo anterior houve recuperação de direitos e salários. Apesar de considerar ter ficado muito aquém do espectável, essa proposta “demonstrou que é possível dinamizar mais a economia quando os trabalhadores têm mais dinheiro”. Acredita agora que “com esta pandemia está-se a cair no mesmo erro, porque quando se corta salários aos trabalhadores é dinheiro que não fica na região, nem na economia”.

Por fim, Joaquim Rodrigues sublinhou que os grandes beneficiadores com o lay-off foram os grandes grupos económicos. Acrescentou ainda que esse dinheiro “deveria ser utilizado somente pelas micro, pequenas e médias empresas”, não para empresas as grandes empresas como a Continental Mabor que, apesar da sua dimensão, recorreu a lay-off.