Diria José Mário Branco que “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Para o ComUM, se algo mudou nos últimos tempos, foi a vontade de melhorar, de inovar, de fazer mais e de chegar mais longe neste novo ano, com o mesmo profissionalismo e compromisso de sempre.

Começamos o ano letivo cheios de expectativas e vontades. Recebemos os novos membros de braços abertos, na esperança de lhes dar grandes oportunidades; idealizamos metas e projetos; planeamos tudo e mais alguma coisa para um ano de sucesso. Entre altos e baixos, fizemos os possíveis para responder a estas expectativas, nunca à espera que um vírus obrigasse à sua reformulação.

Os últimos meses foram, como para qualquer meio de comunicação, caóticos e decisivos para o ComUM. Não nos vimos, como muitos trabalhadores, na necessidade de nos adaptarmos ao teletrabalho, porque já era a nossa realidade. Só isso já demonstra muito da nossa essência: um jornal académico, movido pela vontade de fazer, de criar, de aprender, de inovar, da necessidade de cada um de deixar a sua marca.

No entanto, a pandemia também nos deixou abalados durante uns tempos. O desporto parou, as portas da cultura foram fechadas, o ato artístico afastado e quase adormecido e, durante mais de dois meses, a ordem do dia na comunicação teimava a focar-se num tópico acima de qualquer outro: o coronavírus.

Apesar das dificuldades, sabíamos que parar não era opção. Procuramos alternativas, discutimos opções, reinventamos ideias. E se há coisas que ficaram por fazer, nada foi esquecido e tudo ainda se vai realizar neste novo ano.

Em 2020/2021, queremos alcançar o que não pudemos no ano letivo passado, por termos sido apanhados de surpresa. Seja com avanços ou recessões da pandemia, queremos dar o nosso melhor, com transparência e fidelidade, tanto para com os que connosco permanecem, compromisso que honramos todos os dias, como para com os que a nós se juntam, cuja aprendizagem e crescimento é o nosso primeiro foco.

A caminho dos 15 anos, procuramos mais e melhor. Para isso, abrimos as portas às mudanças e inovações que forem necessárias para o crescimento, sem esquecer o caminho percorrido até aqui, de mão dada com o passado, presente e futuro.