Michelle Williams celebra esta quarta-feira, dia 9 de setembro, o seu 40º aniversário. Com apenas 40 anos, Michelle Williams já realizou 50 projetos cinematográficos e televisivos. Infelizmente, nem todos os trabalhos da atriz conquistaram aclamação pública. Mesmo assim, Michelle conseguiu mover-se por entre variados filmes de culto.

Michelle Ingrid Williams nasceu a 9 de setembro de 1980 nos Estados Unidos. Como é perfeitamente compreensível, o interesse da atriz pelo mundo cinematográfico ganhou forma quando esta teve a oportunidade de presenciar The Adventures of Tom Sawyer, ou uma recriação local das mesmas. Em San Diego, Michelle Williams participou pela primeira vez numa produção, neste caso, uma produção amadora do musical Annie.

Durante o período de tempo que viveu na cidade, os seus pais levavam-na até Los Angeles, onde a atriz realizava as mais variadas audições. Dizem que de pequenino é que se torce o pepino, Michelle Williams aparenta ser a prova viva do ditado português. Relembremos assim que a primeira vez da atriz à frente de um ecrã foi apenas com 13 anos e na série de culto Baywatch (1993).

Apesar de só aparecer num episódio da série, Race Against Times: Part 1, a atriz protagonizou uma das paixonetas de Hobie, filho de Mitch Buchannon. Além da honra de fazer parte de um clássico e de contracenar com atores de renome (como por exemplo, David Hasselhoff), Michelle Williams teve a oportunidade de correr as praias de Los Angeles. Embora não tenha seguido o padrão da câmara lenta, a sua prestação não ficou aquém da dos anteriores.

Em 1994, Michelle Williams passou pelo sitcom Step by Step, onde, mais uma vez, representou a paixoneta da personagem principal. No entanto, os papéis inverteram-se: uma jovem cheia de atitude, uma rebelde por natureza, um convite para uma festa e uma fartazana de maus comportamentos. Apesar da excelente performance, a sua estadia em Step by Step não passou de um episódio.

No mesmo ano, 1994, a atriz regressou aos clássicos. Desta vez, fez parte do elenco de Lassie, onde protagonizou novamente um namorico. Será que à terceira é de vez? Em 1995, a atriz participou nos filmes Timemaster e Species e nas séries Home Improvement e Raising Caines. Em Timemaster, a atriz passa completamente despercebida por entre um mundo pós apocalíptico, que, em alguns aspetos, relembra Mad Max (1979).

Por sua vez, em Species Michelle dá forma a Sil, uma criança resultante de uma experiência confidencial: a fecundação entre humanos e aliens. Pela segunda vez, a nossa atenção não está propriamente dirigida para Michelle, mas sim para toda a premissa do filme. De qualquer das formas, as nossas preces foram ouvidas, a atriz deixou de ser apenas uma paixoneta de infância.

Algures em 1995, com apenas 15 anos de idade, Michelle Williams tornou-se emancipada. A atriz sabia que a atitude mais promissora para a sua carreira seria sair de casa. Sendo assim, realizou testes para obter o seu GED, um diploma que é atribuído a pessoas que não concluíram os estudos, mas que comprova que as mesmas possuem capacidades similares a quem o fez. Após isso, a atriz rapidamente deu corda aos sapatos.

Durante os três anos seguintes, a atriz participou em cinco obras cinematográficas, incluindo:  My Son Is Innocent (1996), Killing Mr. Griffin (1997), A Thousand Acres (1997) Halloween H20: 20 Years Later (1998) e Dawson’s Creek (1998–2003). Foi a série de drama adolescente americana, Dawson’s Creek, que alavancou o estrelato de Michelle Williams. Na série, a atriz representava Jen Lindley, personagem principal durante seis temporadas.

Além da sua participação em Dawson’s Creek, entre 1999 e 2005, Michelle participou em 10 filmes. No entanto, os géneros cinematográficos mantiveram-se sempre entre o drama e a comédia. Desta forma, contamos com o drama de Perfume, Me Without You, Prozac Nation (2001), The United States of Leland (2003), Land of Plenty e Imaginary Heroes (2004). Por sua vez, soltamos umas gargalhadas com Dick, But I’m a Cheerleader (1999), The Station Agent (2003) e A Hole in One (2004).

Apesar das opiniões positivas sobre os filmes, estes não fora muito aclamados pelo público. Tudo muda em 2005 com Brokeback Mountain, um filme que lhe garantiu 12 nomeações e o prémio Critics’ Choice Movie Awards para melhor atriz coadjuvante. Brokeback Mountain é um drama romântico que retrata um relacionamento homossexual entre os anos de 1963 e 1981. Além de Michelle Williams, o filme conta com a presença de atores de renome, como Heath Ledger, Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway.

De uma jovem estudante de psicologia que trabalha numa oficina, em The Hawk Is Dying (2006), a uma socialite, em I’m Not There (2007), Michelle Williams consegue ainda participar num drama romântico (Incendiary, 2008) com música à mistura (The Hottest State, 2006), num thriller erótico (Deception, 2008) e numa comédia (Synecdoche, New York, 2008). Um percurso que a levou a outro dos seu grandes êxitos, Wendy and Lucy (2008).

O filme é inspirado na short-story Train Choir e conta a história de uma mulher sem abrigo que procura o seu cão perdido. Apesar da premissa ser simples, com Wendy and Lucy, a atriz foi nomeada para quatro prémios, dos quais venceu dois, Online Film Critics Society Award for Best Actress e Toronto Film Critics Association Award for Best Actress.

Antes de se estrear no filme de culto Shutter Island, Michelle participou no filme sueco Mammoth (2009) e no drama romântico americano Blue Valentine (2010). Graças à complexidade do filme Shutter Island (2010), não poderei revelar muito. Posso apenas dizer que a atriz interpreta Dolores Chanal e tem a oportunidade de contracenar com Leonardo DiCaprio.

Em 10 anos, Michelle Williams participou em 13 filmes, dos quais destaco My Week with Marilyn (2011), no qual personifica a Marilyn Monroe; Oz the Great and Powerful (2013), no qual representa Glinda, governante de reino de Oz; e The Greatest Showman (2017), onde assume o papel da mulher de P. T. Barnum, numa relação que consegue invejar qualquer casal.

A sua participação em musicais ou filmes com algum momento musical, garantiu a Michelle quatro soundtracks. Tudo começou com My Week with Marilyn, onde deu voz a “When Love Goes Wrong, Nothin’ Goes Right, “It’s a Wrap, I Found a Dream” e “That Old Black Magic”. Seguiu-se The Greatest Showman com “A Million Dreams” e “Tightrope”. Por fim e até ao momento, contamos com “Razzle Dazzle” do filme Fosse/Verdon (2019).

Por entre o seu percurso cinematográfico e televisivo, Michelle Williams pisou ainda o palco 5 vezes. A sua estreia deu-se com Killer Joe (1999), seguiu-se Smelling a Rat (2002), The Cherry Orchard (2004), Cabaret (2014) e Blackbird (2016). Para além disso, em 2012, fez parte do videoclipe dos Wild Nothing, Paradise.

Até ao momento, sabemos apenas que a atriz irá participar em Venom: Let There Be Carnage, dando assim continuidade ao seu papel enquanto Anne Weying, no primeiro Venom (2018). Para além disso, antecipa-se a sua prestação na série televisiva Scenes from a Marriage, que se encontra ainda em pré-produção. Sem datas marcadas, resta-nos apenas esperar.