Matthew Paige Damon, comummente tratado como apenas Matt Damon, celebra esta quinta-feira, dia 8 de outubro, o 50º aniversário. Apesar de ter ganho reconhecimento pelo trabalho enquanto ator, Damon demonstra versatilidade nos projetos por detrás das câmaras, seja como produtor ou escritor. Aos 50 anos, Damon é um dos atores mais bem pagos de Hollywood, fruto dos 85 créditos enquanto ator, 24 enquanto produtor e ainda 4 enquanto escritor.

Nasceu em Massachusetts, onde frequentou a Cambridge Rindge and Latin School. Desde cedo revelou interesse pela arte da representação ao fazer parte de diversas produções teatrais da escola. Foi ainda em Cambridge que Damon conheceu o ator Ben Affleck, um vizinho que se viria a tornar um amigo de longa data.

A amizade do par estende-se para além da vida real – Field of Dreams (1989), School Ties (1992) e Glory Daze (1995) são alguns dos filmes em que ambos tiveram a oportunidade de trabalhar. No entanto, foi com O Bom Rebelde (1997) que o duo revelou o seu verdadeiro potencial. Enquanto atores e escritores, Damon e Affleck arrecadaram 61 nomeações pela trama, entre elas 24 vitórias, provando que a inclinação para a sétima arte não se restringe à representação.

Apesar do eventual sucesso em Hollywood, a carreira de Matt não se iniciou com estrelato e sucesso imediato. Os estudos numa das mais prestigiadas universidades a nível mundial, Harvard, colidiam com o desejo de ser ator. O universitário optou, várias vezes, por faltar a aulas para poder enveredar em projetos cinematográficos, como Rising Son (1990) e Laços de Honra (1992). Em 1993, as expectativas em relação a Jerónimo – Uma lenda Americana (1993) eram altas. Com uma confiança renovada e uma mente decidida em relação ao rumo que queria dar à sua vida profissional, Damon decidiu, por fim, deixar os estudos de lado.

No entanto, o filme ficou aquém das expectativas e a carreira do jovem ator permaneceu estática. Ainda assim, Damon manteve a confiança inabalável com que decidiu sair da universidade e continuou a participar em audições. Nas suas próprias palavras, “algumas pessoas entram nesta indústria e têm imenso medo de perder. Esses atores acabam por fazer escolhas seguras. Nunca quis seguir esse caminho”.

Apenas quatro anos depois, O Bom Rebelde foi nomeado para nove Óscares e galardoado com o prémio para Melhor Argumento Original, elevando Damon à categoria de uma das estrelas mais bem pagas de Hollywood. Curiosamente, a trama foi inicialmente escrita para uma das aulas em Harvard que, com a ajuda de Ben Affleck, culminou neste filme.

A partir daí, o ator solidificou o seu lugar na indústria do cinema e rapidamente viu o seu nome nos créditos de filmes dos mais ilustres diretores e guionistas. Alguns dos seus mais reconhecidos projetos são O Resgate do Soldado Ryan (1998), do prestigiado Steven Spielberg, e as franquias Ocean’s e Bourne. Esta última não é estranha nas listas de filmes de culto, particularmente para os fãs de ação, espionagem e suspense. Inspirada na personagem originalmente criada por Robert Ludlum em 1980, a série de filmes segue a personagem ficcional Jason Bourne, um assassino do CIA que tenta recuperar a sua identidade e memórias, após sofrer de amnésia dissociativa.

O ator e argumentista norte-americano revela ainda a disposição e determinação necessárias para se imergir por completo nos papéis que desempenha. De modo a trazer uma dose extra de realismo à personagem Ilario em Coragem Debaixo de Fogo (1996), um veterano toxicodependente, e a Tom Ripley em O Talentoso Mr. Ripley (1999), um homem capaz de imitar na perfeição qualquer pessoa, Damon emagreceu 18 e 13 kg, respetivamente.

Tal como outras figuras públicas, Matt Damon idealiza o seu estatuto e reconhecimento para apoiar causas humanitárias. Em julho de 2006, criou a H20 Africa Foundation, uma organização sem fins-lucrativos que tem como principal objetivo chamar a atenção para iniciativas que promovem água salubre em África. A ideia de criar esta iniciativa surgiu quando Damon, juntamente com Marc Joubert, Larry Tanz e Keith Quinn, iniciaram o projeto e documentário Running the Sahara (2007).

Os próximos projetos de Damon incluem Stillwater e The Last Duel. Neste último, desempenhará funções enquanto produtor, assim como em Thirst, Witness for the Prosecution e Green Beret’s Guide to Surviving the Apocalypse.

A carreira de Matt Damon poderá ainda tomar diversas facetas. O ator norte-americano provou ser capaz de vestir a pele de escritor e produtor com uma identidade própria e independente de outros diretores para quem já trabalhou. A quantidade de projetos que ainda vão ser lançados comprovam a energia e a constante criatividade que caracterizam a carreira de Damon, e a intrepidez com que embarca nos mais diversos projetos, sejam estes de ação ou drama. Sem dúvida que o nome do ator-argumentista continuará a aparecer nas salas de cinema com frequência nos próximos anos, em projetos que passarão o teste do tempo.