Devido à pandemia de Covid-19, o maior presépio ao vivo da Europa pode não abrir portas este ano.

A situação epidemiológica grave na região Norte e no país pode impedir a realização do Presépio ao Vivo de Priscos, em Braga. Em declarações para a RUM, o pároco João Torres, responsável pelo projeto, salienta a impossibilidade de reunir visitantes nesta altura.

“É certo que não podemos receber 20 mil pessoas como aconteceu em algumas edições”, afirma. Acrescenta que, neste momento, “com mais de dois mil casos” novos por dia em Portugal, não considera possível “abrir o presépio como era habitual”.

O organizador da iniciativa garante que, em causa, está a saúde dos visitantes e dos mais de 600 figurantes que dão vida ao Presépio. Além disso, frisa que cerca de 100 dos voluntários do projeto têm já mais de 70 anos, idade considerada de risco pelas autoridades sanitárias.

O Presépio ao Vivo de Priscos é um dos ex-libris da freguesia bracarense. Num espaço com cerca de 30 mil metros quadrados e 80 cenários, recriam-se momentos, ambientes e atividades que existiam há dois mil anos, no tempo de Jesus Cristo.