Seis anos após o último lançamento, AC/DC regressam com um álbum que vibra rock’n roll. As 12 faixas cheias de energia que compõem Power Up celebram o legado da banda e mostram, uma vez mais, que o mundo precisa da música de AC/DC.

A banda australiana celebra 47 anos de uma carreira nem sempre fácil, mas que se manteve firme perante as adversidades. Os membros dedicam este álbum ao emblemático guitarrista Malcom Young, responsável por vários riffs e clássicos essenciais para o enorme sucesso da banda. Além da homenagem, importa lembrar que Brian Johnson, vocalista, recuperou dos problemas auditivos que o impediam de cantar e deu voz a um álbum poderoso.

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Realize” é a música de abertura e remete-nos logo para o rock’n roll. É notável o domínio vocal de Brian Johnson, que grita de forma agradável a cada nota da guitarra. “Rejection”, com um riff marcante durante toda a música, fala-nos sobre a imposição de respeito. O refrão é gigante, típico rock de arena. Muito boa.

Já conhecida pelos fãs, “Shot in the Dark”, é de fácil compreensão. Um hit já conhecido por muitos, é impossível não memorizar a frase “a shot in the dark, make you feel alright’’. Mais melódica, mas dentro dos padrões da banda, a terceira faixa é quase uma balada. Nos álbuns mais recentes, já é tradição fazerem uma música deste género. O vocalista confessa que esta é a música que mais o deixa arrepiado, visto que todos se lembram do falecido membro Malcolm Young.

Com as próximas duas faixas o padrão é retomado. Em “Demon Fire”, a banda faz-nos viajar para um filme de ação pela sonoridade e ritmo bastante mais acelerado da música. Já em “Wild Reputation”, é visível a solidez do baixo de Cliff Williams logo no início, que guia com êxito a bateria e é acompanhado pelos riffs de guitarra.

As próximas duas faixas não me cativam tanto em relação às restantes. No entanto, ‘’Money Rids’’ é talvez a minha música predileta do álbum. A construção rítmica é incrível, bastante peculiar da banda, e o refrão extremamente marcante- “Doctor, what´s the antidote? Lady, try the money shot”. Para acabar em grande, como só a banda sabe, “Code Red” é simples, mas impactante. A interpretação do vocalista não deixa ninguém que a ouve indiferente.

É difícil para uma banda como esta, que tem um historial magnífico, comparar este álbum aos outros. Sinto que falta um tema neste disco que o faça sobressair. A qualidade, apesar de se manter boa, já não é a mesma. Power Up apresenta dinâmicas idênticas a Black Ice.

Contudo, o álbum é, sem sombra de dúvidas, mais uma amostra de que a banda não vai cair no esquecimento. Certamente, Power Up é uma enorme manifestação de carinho pelos fãs que sempre os apoiaram depois de todas as adversidades que passaram.