O espetáculo aconteceu a propósito propósito da 29ª edição do Guimarães Jazz.

Esta quarta-feira, dia 18 de novembro, o grupo Sonoscopia subiu ao palco do Centro Cultural Vila Flor. O quarteto multidisciplinar exibiu uma manifestação artística e contemporânea que explora a relação simbiótica do som e imagem com a tecnologia.

Apelidada de “Atmosfera de Desvanecimento”, a ideação evidencia o intuito de compreender o jazz e todos os movimentos radicais de improvisação que lhe seguiram posteriormente, de forma pouco ortodoxa e intuitiva.

No pequeno auditório, o percussionista Gustavo Costa, o duo da eletrónica digital Miguel Carvalhais e Pedro Tudela, juntamente como o designer Rodrigo Carvalho, protagonizaram uma performance ímpar. Caracterizada pela pela associação de diferentes planos sensoriais de forma espontânea e ambígua, fazem a articulação audiovisual, através da projeção de vídeo operada em tempo real, mas também de um espetáculo de luzes que acompanha o ritmo dos instrumentos de percussão unindo-se do mesmo modo à música eletrónica.

José Paulo Lopes/ComUM

Como tal, é importante ao descrever a obra do grupo Sonoscopia concebê-la na sua totalidade, como mais que a mera soma das suas partes. Obtem-se assim uma visão cultural e abrangente que lhe atribui um certo misticismo que intriga e alimenta aqueles que  experienciam, como foi perceptível pela ovação da plateia.

Tendo em conta a situação pandémica foram cumpridas as medidas de segurança, como a desinfeção e medição da febre na entrada, assim como se garantiu o distanciamento social, com a saída e entrada ordeiras, ou o espaçamento entre cadeiras no auditório.

Artigo por: José Paulo Lopes e Catarina Roque