Cidades de Papel é um romance escrito por John Green. Lançado em 2008, acompanha o desenrolar da relação de dois adolescentes, Quentin e Margo. O livro tem a capacidade de prender o leitor e de o arrastar facilmente para o drama e o mistério criados pela jovem Margo.

A história segue a vida de Quentin e Margo, vizinhos e amigos de infância. Anos mais tarde, voltam a aproximar-se e Margo consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. No entanto, Margo, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Porém, quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margo. Além disso, os jovens vivem uma aventura, que oscila entre momentos tensos e momentos hilariantes e que se torna numa das histórias memoráveis das suas vidas.

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O livro apresenta um enredo cativante e extremamente interessante, que faz o leitor sentir todas as emoções e viver intensamente todo o suspense, juntamente com as personagens. Todo estes sentimentos devem-se muito ao modo de escrever de Green, que nos faz ter esta sensação de pertença.

O final, por sua vez, acaba por desiludir, por um lado, e agradar, por outro. A conclusão da história não é, de todo, a esperada, mas faz-nos perceber que, por vezes, o que mais queremos num determinado momento não é o melhor a longo prazo.

A personagem feminina, principalmente, tem uma densidade psicológica incrivelmente profunda para uma adolescente. Margo tem a noção de que vive num mundo de papel, habitado por pessoas de papel, onde nada é o que parece e tudo é imperfeito. A adolescente é um espírito-livre, aventureira e imprevisível, tem uma personalidade que se opõe por completo a Quentin. Quentin é um rapaz educado e bem-comportado que sabe exatamente o que quer para o futuro.

A obra faz-nos pensar que por vezes, achamos que as pessoas que nos rodeiam são perfeitas e, quando nos apercebemos que tal não é verdade, ficamos desiludidos e nem sempre sabemos lidar com isso. De um modo geral, Cidades de Papel é um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.