Criador da icónica linha “I’m bringing sexy back”, Justin Timberlake completa 40 anos, neste dia 31 de janeiro. Considerado pela revista Billboard como o melhor pop star masculino do século, Justin Randall Timberlake apresenta-nos uma vasta carreira nas mais diversas áreas.

Natural de Memphis, Tennessee, EUA, Timberlake estreou-se no programa Star Search apresentando músicas country, mas foi no The Mickey Mouse Club (1993-1994) que viu a sua relevância crescer. Neste programa, começou ao lado da futura namorada Britney Spears, da futura colega de digressão Christina Aguilera, do futuro colega de banda JC Chasez, do ator Ryan Gosling e outros nomes conhecidos.

elespanol.com

Em 1995, estreou-se no mundo da música como um dos vocalistas principais de uma das boys bands mais bem sucedidas de todos os tempos, NSYNC. O grupo vendeu mais de 70 milhões de álbuns e singles em todo o mundo e apresentou-se em eventos como os Oscars, os Jogos Olímpicos e o Super Bowl.

Fez a primeira performance a solo nos MTV VMA 2002, onde apresentou o single de estreia “Like I Love You”. Nesse mesmo ano, lançou o primeiro álbum, Justified. O disco aloja nas suas composições, hits como “Rock Your Body” e “Cry Me a River”, música esta que relata o fim do seu relacionamento com Britney Spears. A música “I’m Lovin’ It” foi a música-tema de conhecida campanha do mesmo nome da McDonald’s. Timberlake foi a primeira celebridade a aparecer no programa de partidas a celebridades, Punk’d, episódio em que chorou devido a se encontrar sobre o efeito de canábis.

Na edição do Super Bowl de 2004, desenrolou-se o constrangedor momento em que relevou o seio de Janet Jackson, enquanto se apresentava como artista convidado da cantora. Este momento originou a expressão wardrobe malfunction. Apesar de o público não se sentir ofendido, a direção dos Grammy Awards não pensou da mesma forma, obrigando os dois cantores a desculparem-se no decorrer da premiação desse ano. Felizmente, a punição aplicada não o impediu de ser galardoado com 2 Grammys nessa noite.

O incidente do Super Bowl marcou um hiatus de Justin do mundo da música, dedicando-se ao mundo do cinema. Estreou-se no filme Longshot (2000) e participou em inúmeras produções cinematográficas, como o famoso Amigos Coloridos (2011), e, mais recentemente, Palmer (2021).

Em 2006, voltou com o segundo álbum, que estreou em número um da Billboard 200, FutureSex/LoveSounds. Entre as faixas deste disco, contam-se os singles que chegaram à primeira posição da Billboard Hot 100: “SexyBack”, “My Love” e “What Goes Around …Comes Around”. Este álbum consolidou a presença de Justin como solista a nível mundial, depois de vender 10 milhões de cópias.

Entre 2008 e 2012, a carreira musical do artista caracterizou-se por mais um momento de pausa, em que o cantor se focou, novamente, em atuar em filmes como A Rede Social (2010) e o famoso Professora Baldas (2011), ao lado de Cameron Diaz.

O ano de 2013 marcou o regresso à música de Timberlake, lançando dois álbuns no mesmo ano que se focavam numa musicalidade neo soul influencida pelo rock dos anos 60 e 70: The 20/20 Experience e The 20/20 Experience – 2 of 2. As músicas “Suit & Tie”, “Not a Bad Thing” e a conhecidíssima “Mirrors” vigoraram todas no top 10 da Billboard Hot 100. De facto, esta era de Timberlake foi extremamente bem-sucedida, tendo este álbum sido o mais vendido de 2013. A digressão que o promoveu é a sua mais lucrativa e até considerada uma das digressões mais exitosa da década de 2010. No ano de 2013, tal como aconteceu em 2007, foi nomeado, mais uma vez, uma das 100 pessoas mais influentes no mundo pela revista Time.

Justin Timberlake deu voz à personagem Branch e demonstrou um papel de importante na produção da trilha sonora do filme Trolls (2016), de onde saiu a mexida “Can’t Stop The Feeling”, que conta com mais de 1 bilião de streams no Spotify. Em 2020, voltou a participar na continuação da saga Trolls: Tour Mundial.

Após 5 anos de mais uma pausa musical, Justin Timberlake voltou, em 2018, com o álbum Man of The Woods, que se caracteriza pela influência do rock & roll, do blues e do country, que segundo o cantor refletem as raízes no Tennessee. O lead single “Filthy” inaugurou esta nova fase com um som totalmente diferente do R&B e pop característicos de Timberlake. Dois dias depois do lançamento do álbum, o artista apresentou-se no intervalo do Super Bowl, na edição de 2018 em Minneapolis.

Para além do doutoramento que recebeu, em 2019, pelo Berklee College of Music, foi honrado também com o prémio Contemporary Icon pela Songwriters Hall of Fame, 10 Grammys, quatro Emmys, três Brit Awards e nove Billboard Music Awards.

É uma carreira distinta e bem-sucedida que o levou a colaborar com imensos artistas como Timbaland, Madonna, e até mesmo, a produzir músicas para a Beyoncé. É pai de 2 filhos em conjunto com a atriz Jessica Biel, com quem casou em 2010.

Um homem de bom coração, que fundou, em 2001, a própria fundação filantrópica e participou em diversas atividades filantrópicas como Hope for Haiti Now, MusiCares, entre outras. Tornou-se também um homem de negócios bem-sucedido tendo a sua própria gravadora, Tennman Records, uma marca de roupa, William Rast, e os restaurantes Destino e South Hospitality.

Um cantor credível e com uma imagem pública intocável, Justin Timberlake é, realmente, um homem de sucesso que celebra 40 anos de uma voz única, de trabalho árduo, êxito que não acaba e uma presença pública digníssima. O ícone pop influenciou outros imensos artistas como Justin Bieber, Shawn Mendes, Lorde, Ed Sheeran, Rosalía, e outros, merecendo com grande honra, o título de Presidente do Pop.