No mês de fevereiro, o rapper britânico Slowthai, lançou um novo álbum que definitivamente deixou os seus fãs entusiasmados. O artista consegue mostrar o seu objetivo com o álbum TYRON e merece todo o mérito pelo trabalho que desempenhou para realizar o mesmo.

O álbum é composto por duas partes: a primeira, que nos transmite energias mais agressivas, com batidas fortes e uma voz mais poderosa. Para além disso, nesta primeira parte os títulos das músicas estão todos em capslock, o que remete para gritos e música extremamente mais pesada. Na segunda parte do álbum, o oposto acontece. Esta é mais calma, permite-nos desfrutar de músicas mais suaves e cria uma paz interior extremamente diferente da primeira parte do álbum. Nesta segunda parte de TYRON, os nomes das faixas estão todos em letras minúsculas. Slowthai cria, assim, o álbum com a antítese perfeita entre o calmo e o agressivo, mas mantendo sempre o seu toque pessoal de punk rap.

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TYRON apresenta também diversas faixas que preparou com outros artistas como: Skepta; A$AP Rocky; Denzel Curry, entre outros. Na primeira parte do álbum achei que seria importante destacar as seguintes faixas: “CANCELLED” (ft. Skepta); “MAZZA” (ft. A$AP Rocky) e “PLAY WITH FIRE”. As duas primeiras faixas mencionadas são as de maior sucesso, especialmente por integrarem artistas de nome mundial no rap e hip/hop. A última faixa cria um balanço perfeito entre a passagem da vibe mais agressiva da primeira parte do álbum para algo mais calmo na segunda parte.

Na segunda parte do álbum, as músicas têm um conteúdo extremamente parecido. Apesar de a última música do álbum, “adhd”, ser das minhas favoritas, não sinto que as músicas tenham elementos que as destaquem entre si.

Slowthai acertou em cheio na antítese que criou entre a primeira e segunda parte do álbum. No entanto, sinto que este se torna demasiado repetitivo, não havendo elementos surpresa que distingam na perfeição cada música da outra. Acaba por se tornar um álbum cansativo para o ouvinte. Principalmente se este não for um grande fã do género musical e estiver a ouvir apenas por curiosidade. Como foi o meu caso, por exemplo.

Senti então que não faria sentido fazer uma crítica a cada umas das músicas individualmente porque o que dá a essência ao álbum é o seu completo, e não cada música individualmente. Mesmo assim, é importante dar os créditos ao artista pelo trabalho que fez para dar asas a este projeto, principalmente na altura que vivemos, em que tudo parece um pouco mais complicado de ser feito.