A romaria em torno das flores, que é uma das maiores do concelho, conta com 399 anos de existência.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, a clasificação nacional da Festa das Rosas de Vila Franca. O município emitiu um parecer positivo, “manifestando a total concordância”, ao registo da romaria no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPC).

O parecer homolgado foi proposto pela vereadora Carlota Borges, com o pelouro dos equipamentos culturais. Espera-se que seja encaminhado à Direção-Geral do Património Cultural, entidade cuja Junta de Freguesia de Vila Franca coordenou o pedido de inscrição no INPC.

Carlota Borges explica que esta classificação nacional “visa a proteção legal de todo o simbolismo e expressão cultural que as festas representam no plano local e nacional”. O documento do parecer destaca que “a Câmara reconhece a grande importância da manifestação cultural e o seu estabelecimento, ao longo dos últimos séculos, como um dos mais altos valores culturais do concelho de Viana do Castelo”.

A romaria do Alto Minho é sustentada por uma longa história: estima-se que desde 1622 se festeje, em maio, a “invocação da primavera e do renascer do ciclo anual da vida”. É a Festa das Rosas que inaugura, com a sua oferenda de flores, as festividades minhotas.

Os cestos floridos, o maior símbolo do culto à Senhora do Rosário, são confecionados com milhares de pétalas de flores e chegam a pesar mais de 50 quilogramas. São as jovens mordomas da aldeia que os transportam na cabeça para oferecer a Nossa Senhora.

O parecer aprovado frisa, ainda, que a Câmara Municipal apoia “com grande entusiasmo” a proposta de inscrição da Festa das Rosas no Inventário Nacional do Património Cultural.