A primeira edição do Gerês Rock Fest arrancou ontem ao final da tarde. Perto das 17h as portas abriram para os primeiros concertos. Com um recinto ainda com bastante espaço por preencher, as primeiras bandas deram o tiro de partida.

Quem estreou o palco no Campo do Gerês foram os Sarilhão Blues Band, seguidos de Carolina Drama. Ambas as bandas ofereceram ao público do Gerês música com influências de blues. Do blues passou-se ao pop, com os Amor Terror. O rock estava reservado para mais tarde.

Foi com o aproximar do concerto dos Grandfather’s House que o recinto recebeu mais espectadores. Com o Parque Nacional da Peneda Gerês como plano de fundo, o rock alternativo da banda que se divide entre Famalicão e Braga, foi a primeira a receber fortes aplausos. As músicas “My Love” e “Sweet Love Making” arrebataram a audiência.

Silvana Valente/ComUM

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Os Big Red Panda seguiram-se a Grandfather’s House. A banda de Ponte de Lima continuou com espirito de rock e foi ao som destes que se viram os primeiros “moshes” na frente do palco. A meio do concerto, a bateria sofreu um breve contratempo, nada que tenha perturbado muito a banda que, rapidamente solucionou o problema, sem nunca ter parado de tocar.

23h30. Era a vez dos bracarenses Smix Smox Smux atuarem. O frontman Palas começou por dizer que era um prazer estar num festival “entre amigos”. E foi entre amigos que as grandes surpresas da noite aconteceram. A primeira foi a de que o baixista da banda não pôde estar no Gerês, tendo sido substituído pelo guitarrista dos Bed Legs.  “Hoje somos os Bed Smox Smux”, disse em tom de brincadeira o vocalista dos Smix Smox Smux. “Se alguma coisa correr mal a culpa é do Calçada”.

Silvana Valente/ComUM

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Mal sabia Palas que, depois de duas músicas, uma corda da sua guitarra ia partir, obrigando o concerto a ter de parar. “Tanta banda aqui e não há ninguém que me empreste uma guitarra?”. A guitarra lá apareceu e os Smix Smox Smux continuaram o seu concerto.

O carisma do vocalista e as suas intervenções entre músicas roubavam risos ao público. Rita Sampaio, voz e teclas dos Grandfather’s House, foi convidada a interpretar o tema “Famel Zundapp” com os bracarenses. Na última música do concerto, “Kuduro”, os Smix Smox Smux desafiaram toda a gente a dançar e houve quem não se ficasse pela plateia e subisse a palco.

Finalizado o concerto caricato dos Smix Smox Smux, chegara a vez dos grande cabeça de cartaz atuarem. Duas baterias, um baixo e um teclado figuravam no palco, em cima de uma plataforma. À volta dessa plataforma, luzes led brancas acendiam-se e desligavam-se ritmadamente. Os primeiros sons foram os das baterias. Depois juntou-se o baixo e logo de seguida o teclado. Os Paus tinham começado o concerto. Ouviram-se duas músicas e depois de um breve silêncio a banda apresentou-se formalmente.

Silvana Valente/ComUM

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O público estava contagiado pelos sons fortes das baterias: por todo o lado via-se o típico headbanging e com o aproximar do fim do concerto, na frente do palco os moshes estavam de volta. A banda terminou a sua atuação com a música “Mo People” e a energia da música não deixou ninguém indiferente no Campo do Gerês: dos mais velhos às crianças que por lá se encontravam, todos dançaram na última música da noite.

O Gerês Rock Fest continua hoje e tem como cabeças de cartaz os Bed Legs e os Blind Zero.