O início de um novo ano. Para muitos, uma nova fase nas suas vidas. É este o ambiente que se vive nestes dias nas universidades. E muitos dos que chegam agora ao ensino superior chegam com o entusiasmo de quem tem um sonho a cumprir.

Lembro-me que foi assim que cheguei – mesmo depois de dar umas voltas a mais das que gostaria. Depois de uma vida marcada também pelas notícias – não é preciso ir mais longe do que os eventos deste dia, em 2001 – finalmente estava mais perto do meu sonho. Ainda me lembro de dar um salto de entusiasmo numa sala de aula mal se falou em “The Newsroom”.

E ao mesmo tempo que cheguei, entusiasmado por estar a aprender sobre aquilo que me interessava, descobri um pequeno jornal no meu curso. Ou melhor, ele descobriu-me a mim, por via de uma folha de inscrição a passar durante uma aula.

O que encontrei nesse “espaço comum” foi uma loucura comum a poucos. Aquela loucura familiar de que o bom jornalismo é possível, de que as perguntas difíceis são para fazer, de que há pessoas que devemos incomodar pelo bem de todos. De que é possível mudar o mundo, devagar, devagarinho, e provavelmente sem vermos o resultado do nosso esforço.

“O ComUM não confunde a sua natureza não profissional com falta de profissionalismo”, diz o estatuto editorial desta casa, assim como o legado de todos estes anos que passaram. Agora com prémios na bagagem e reportagens publicadas a nível nacional, começamos de novo. Sem nunca esquecer o que já fizemos nem aqueles que o fizeram. E lembrando-nos sempre do que ainda está por fazer e da nossa missão: formar mais gente nesta nossa loucura, desafiando-nos a uma constante superação de nós mesmos.

Esta casa abre de novo as suas portas, sem nunca as ter verdadeiramente fechado. Uns saem porque o jornalismo profissional os espera; uns entram porque é lá que querem chegar; e outros ficam, continuando a sua viagem. E o ComUM, escola viva, fica. Tão forte como a ideia que o criou.