Ontem, o Pavilhão Multiusos de Guimarães encheu-se para mais uma edição da Receção ao Caloiro. A primeira noite teve como cabeça de cartaz Toy, que prometeu uma noite memorável. O palco recebeu ainda os habituais Kalhambeke, que aqueceram a noite para os milhares de estudantes da Academia Minhota.

Dando as boas vindas aos novos alunos, Toy fez o público vibrar e cantar, em uníssono, hits como ‘Chama o António’ ou ‘És tão sensual’. Para Cátia Moura, aluna do 2.º ano de Ciências da Comunicação, o cantor “fugiu do seu estilo habitual e apostou no hip hop para animar os mais jovens, nomeando vários cursos o que deixou os estudantes a vibrar”.

Em entrevista ao ComUM, o cantor português mostrou-se entusiasmado para uma noite que prometia ser inesquecível.

Há cerca de dois anos pisou este mesmo palco numa anterior edição da Receção ao Caloiro. Quais são as suas expectativas para esta noite?

Toy: O que aconteceu há dois anos foi gratificante e muito giro. Senti-me rejuvenescer em cima daquele palco. Já que há dois anos passei de 52 anos aos 30, espero que agora com 54 consiga ter 22 anos. Acima de tudo, sinto que vai ser um grande concerto graças a este grande público.

Tendo em conta as experiências dos últimos anos, o que diferencia o público académico minhoto dos restantes públicos?

Toy: Aqui há muita efusividade, mas acho que as diferenças não são muitas. Esta juventude é tão efusiva como era a nossa. Tínhamos apenas alguns comportamentos diferentes.  A cerveja, agora, se calhar, tem é menos álcool.

Muitos estudantes do público de hoje cresceram a ouvir as suas músicas. Como se sente ao saber que teve e continua a ter tanto impacto no público, incluindo nas camadas mais jovens?

Toy: Sinto-me com muita responsabilidade. Mesmo que possamos olhar para alguém e pensar “que ridículo”, não deixamos de conhecer e ouvir. Isso pode ter influência positiva ou negativa. Portanto, a minha forma de estar na vida é autêntica. O que é, é. Não deixo de ser quem sou. Tenho sofrido com isso, mas também tenho sido muito feliz com isso.

 Que mensagem deixa aos novos alunos? 

Toy: Sigam aquilo que vos faz mais feliz. O mundo está cheio de pessoas com talento para a medicina, direito e engenharia. Por isso, devem fazer sempre aquilo que gostam. Eu disse sempre ao meu filho que se fizesse aquilo que gostava, seria, pelo menos, feliz. A partir daí, se fosse o melhor iria ganhar muito dinheiro. Não vão para cursos “que dão”. Sigam o que gostam.

A Receção ao Caloiro continua esta noite com a atuação dos grupos culturais da Universidade do Minho e com o cabeça de cartaz, Quim das Remisturas.