A compaixão presente em Extremamente Alto, Incrivelmente Perto chega a ser, por vezes, extremamente tocante e incrivelmente comovente. Porém, numa outra perspetiva, chega a roçar o falhanço e a deceção.
Desvendar um mito pressupõe, também, deslindar as entranhas de um povo no qual este mito está inserido. Eis o que descobre João Tordo, em Anatomia dos Mártires.
Uma exploração não-moralista da profundidade, largura e complexidade adjacentes à vida, bem como do amor e consequentes relacionamentos, concretizando-se nesse dom a que chamamos de humanidade.
Um filme mudo que transmite uma mensagem muito mais audível e poderosa que dezenas de películas repletas de páginas e páginas de diálogo. Sem dúvida a obra-prima do ano.
Steven Spielberg é alguém que dispensa apresentações, conhecido que é por, na sua juventude, ter movido quase toda a gente da sua vila para a rodagem de um filme.
Uma performance de Tilda Swinton que se assume na película com uma subtileza aterrorizante.