|
É desta que matam a Gata! |
|
|
|
|
Não é propriamente uma novidade – desde há pelo menos três anos que a possibilidade é aventada –, mas o Enterro da Gata vai mesmo mudar de lugar. Há anos que a Quinta dos Peões, mesmo em frente ao campus de Gualtar da UM, era o lugar de excelência para os festejos académicos, mas a contestação dos moradores e da autarquia já se fazia ouvir há bastante tempo. Por isso, não espanta que o "Enterro" deste ano mude de sítio.
A mais que provável nova casa do Enterro da Gata será a Alameda do Estádio Municipal de Braga. Nos arrabaldes da cidade, a mais de meia dúzia de quilómetros do centro da cidade e do espaço universitário por excelência que são as imediações do campus de Gualtar.
Mas este pode ser um rude golpe na "Queima" minhota. Falta mística a um espaço novo. Mas isso corrige-se com o tempo. O que não se corrige é que a zona do Estádio de Braga sejam um local inóspito, sem quaisquer espaços de restauração, por exemplo, à sua volta. E, falando em restauração, os bares da zona da UM, já abalados nos últimos tempos, levam outra estocada nos seus orçamentos.
Além disso, o aspecto essencial que esta mudança acarreta é o da distância. O novo espaço é demasiado afastado da cidade. Para a grande maioria dos estudantes é pouco menos do que inacessível. E é um convite à irresponsável utilização do carro num dia de habituais excessos.
Não estou a imputar responsabilidades a quem quer que seja. A direcção da AAUM pouco ou nada podia fazer quanto ao fim da “estadia” na Quinta dos Peões. Resta-lhe negociar as melhores condições possíveis para os festejos deste ano.
A começar, necessariamente, por um incremento das condições do recinto. Quem vai à Queima a Coimbra ou ao Porto percebe, logo à entrada, a diferença em relação ao Minho. Por isso, já que o Enterro muda, pelo menos que mude para melhor. Prioridades: evitar a lama, melhorar as casas de banho e as condições das barraquinhas. Quanto ao mais, o Enterro já vinha primando pela organização quase profissional, ao nível de alguns festivais de música deste país.
O outro desafio que se colocará à AAUM tem a ver com as condições de transporte. Como disse, a acessibilidade ao Municipal é difícil. E, se tem sido complicado para a AAUM arranjar condições para o transporte dos estudantes de Braga para a Recepção ao Caloiro em Guimarães ou, dos colegas de Azurém para as festas académicas em Braga, imaginem o que será levar dois pólos da Universidade do Minho até Dume…
Por muito que o cartaz pareça vir a ser apelativo, a AAUM e a cidade de Braga enfrentam um desafio que pode mudar por completo a face das festas estudantis.
Post scriptum: Curiosamente, o Sporting de Braga joga em casa com a Académica nesse fim-de-semana, na última jornada de campeonato. Com o Braga na luta pela UEFA, adivinha-se uma boa casa na Pedreira. E adivinha-se também o caos que se vai instalar para os lados do Municipal bracarense. 14/04/2008 Samuel Silva
| Textos relacionados mais recentes: | |
| Textos relacionados anteriores: | | |
O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) enviou esta semana uma carta ao Ministério do Ensino Superior onde alerta para as dificuldades financeiras vividas pelas universidades nacionais. A situação, dizem os reitores, é “insustentável”, mas em causa pode estar o pagamento de salários de professores e funcionários.
O caso dos alunos ciganos para
os quais foi criada uma turma especial numa escola de Barcelos revela
um problema que a sociedade portuguesa tem recusado assumir: há 500
anos que os ciganos vivem no país e não sabemos nada sobre eles.
1 – Há uma semana, o CAB
organizou um debate sobre a rivalidade
Guimarães-Braga,
no qual tive o prazer de participar. Desse encontro saiu uma ideia forte
de que a relação entre as duas cidades deve ser, cada vez mais, de
cooperação. A Universidade do Minho é,
de resto, o melhor exemplo de que Guimarães e Braga valem mais juntas
do que por si só. Há 30 anos esta era uma instituição de poucos
milhares de estudantes, a dar os primeiros passos no ensino e com muitas
incertezas no caminho.
A “moda” política em Portugal
tem-nos habituado, nos últimos anos, a citar os países nórdicos como
exemplo do que se pretende para o nosso país. Mas os bons exemplos
estão bem mais perto. Do outro lado da fronteira há um país. Com
um governo paritário, casamento homossexual e um espaço político bem
delimitado.
Depois de, há um ano, termos
assistido a uma manifestação vergonhosa do que não deve ser a democracia,
a Academia do Minho tem hipóteses de se regenerar. Após uma eleição
com 85 por cento de abstenção e em que a única lista candidata foi
ratificada por apenas 1400 estudantes, os estudantes da Universidade
do Minho têm desta feita alternativas para escolherem o rumo da AAUM.
A decisão da Universidade
do Minho de encerrar a maioria dos serviços durante as duas semanas
de habitual paragem natalícia é mais simbólica do que eficiente.
Mas, no actual quadro de crise do Ensino Superior, é uma pedrada no
charco a que não estamos habituados na UM.
No início de Setembro, um
desabamento de um prédio no centro de Braga relançou a discussão
na cidade em torno da renovação urbana no centro da cidade. As duas
cidades que acolhem os campi da Universidade do Minho têm, nesse
campo, diferenças bem vincadas. Mas nem por isso a realidade é muito
diferente.
O Vitória de Guimarães assegurou anteontem o apuramento para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões, a mais importante competição de clubes de futebol do Mundo. Foi o corolário de uma época brilhante a todos os níveis, não apenas no futebol, como nas diversas modalidades desportivas de Guimarães. E a verdade é que, este ano, a futura Capital Europeia da Cultura, é a Capital Nacional do Desporto. Não é propriamente uma novidade – desde há pelo menos três anos que a possibilidade é aventada –, mas o Enterro da Gata vai mesmo mudar de lugar. Há anos que a Quinta dos Peões, mesmo em frente ao campus de Gualtar da UM, era o lugar de excelência para os festejos académicos, mas a contestação dos moradores e da autarquia já se fazia ouvir há bastante tempo. Por isso, não espanta que o "Enterro" deste ano mude de sítio. O debate que na passada semana teve lugar em Guimarães, por ocasião do 32º aniversário do Gabinete de Imprensa, sobre os dois anos da Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC) foi o ponto de partida para um série de reflexões que me aventurei a fazer sobre o estado do jornalismo em Portugal. Faço-as não apenas como parte da classe, mas também por uma questão de cidadania. Porque, como diz Alfredo Maia no mesmo debate, “todos os dias bulimos com os direitos dos cidadãos”. E daí advém uma responsabilidade que temos que levar em conta quando exercemos a profissão. Criticar o processo de adaptação do Ensino Superior nacional às directrizes de Bolonha tornou-se recorrente. E não se trata de dizer mal por perverso prazer. A verdade é que há muito se tornou perceptível que a Reforma – anunciada como a (necessária) Revolução do Sistema de Ensino – foi uma oportunidade perdida. 1 – O semanário Sexta publicava, na semana passada, um interessante trabalho (curiosamente assinado pelos fundadores deste projecto on-line) sobre a ausência da cidade do Porto do circuito de eventos culturais em Portugal. No início de Janeiro, um movimento de utentes da linha de caminho-de-ferro de Braga deu voz à exigência de uma ligação mais rápida entre a cidade e o Porto. Os bracarenses querem ligações de 40 minutos nas horas de maior tráfego, capazes de responder às exigências daqueles que usam a linha dos seus movimentos pendulares diários. A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) foi às urnas há precisamente uma semana. Ou melhor: as eleições estavam marcadas para esse dia porque, na prática, a Academia não votou.
|
|

Samuel Silva Do riso e do esquecimento
Cronista
Estudante 2º ano do 2º ciclo Ciências da Comunicação Universidade do Minho
Blogue
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
|