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A actual geração de estudantes da Universidade do Minho não esperava, certamente, ler um outro jornal semanário que não o Académico. Confrontado com a possibilidade, talvez fosse assaltado pela imagem de um UMdicas semanal ou um eventual regresso do UMjornal, ou outro jornal com propriedade no Largo do Paço. Não conceberia, certamente, que um grupo de alunos, inexperientes no 'mundo' do jornalismo de papel, se entregasse a tal empreitada.
Mas nós fizemo-lo. Contra todos os preconceitos (ou, se preferirem, dados teóricos prévios), juntámo-nos, planeámos o complemento impresso do ComUM e pusemo-lo em prática. Largámos o sofá, portanto, ligámos a botija do gás no máximo. Foram seis as edições que concebemos, entretanto. Alargámos o nosso trabalho (sim, é mesmo essa a palavra certa) a um mais amplo conjunto de leitores. Recebemos e-mails com maior frequência do que anteriormente, quase sempre com elogios, de resto com críticas construtivas. Parece-nos, quase dois meses depois, que soubemos constituir um projecto paralelo sólido, maduro e irreverente. Uma bela palavra, "irreverência", mas tão frequentemente associada à "irresponsabilidade". A manutenção de um projecto impresso semanal só pode ser concretizada com muita responsabilidade. Com espírito de equipa, essencialmente. Mas essa manutenção depende também de factores exógenos, nomeadamente o necessário fluxo de verbas publicitárias para pagar o jornal. Ora, uma vez que "não somos filhos de pais ricos" (algo irónico pluralizar o slogan de um banco quando se discorre sobre publicidade, não é?), sempre sentimos que um eventual enfraquecimento do ComUM impresso aconteceria mais facilmente devido a constrangimentos financeiros do que por problemas internos. Esta semana, infelizmente, a profecia cumpriu-se. Limitados em tudo menos na capacidade produtiva, não possuímos meios financeiros para prosseguir a aventura semanal. Estamos, por isso, em reformulação e a aprender a racionar esforços. Tentaremos uma versão quinzenal. Sim, porque também não a garantimos a priori. Só garantimos que faremos por concretizá-la. Rui Passos Rocha
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