Cadeiras em atraso impedem transição para o 2º cicloAlguns alunos do antigo 3º ano do curso de Comunicação Social foram impedidos de transitar para o 2º ciclo de Ciências da Comunicação (CC) por terem cadeiras em atraso. Devido à adopção do Processo de Bolonha pela direcção do curso, que também alterou a designação deste para CC, os estudantes não deverão ser integrados em mestrado, ao contrário dos seus antigos colegas. Contactados pelo ComUM, os universitários mostraram descontentamento face à ausência de informação por parte de várias entidades da Universidade do Minho (UM).

O Instituto de Ciências Sociais à esquerda. Foto: Rui Passos RochaApesar das reuniões realizadas ao longo do ano lectivo anterior, os estudantes de CC foram surpreendidos pelas alterações efectuadas. De acordo com a aluna Olga Monteiro, os estudantes não foram avisados atempadamente de que seriam retidos ao não completar uma ou mais cadeiras. “Nem sequer tivemos a oportunidade de escolher”, acrescentou a universitária, referindo-se à adopção do Processo de Bolonha pelo curso.
Guillaume Santos, também retido no 1º ciclo de CC, afirmou que as explicações dadas pela Direcção de Curso não foram nem “elucidativas” nem “definitivas”. Filipa Cação lamenta a escassez de informaçao facultada aos alunos, afirmando que “o que houve foi sempre muita desinformação”, pois a cada reunião “se dizia uma coisa diferente”.
A estudante Raquel Rodrigues, que participou no programa Erasmus no ano lectivo de 2006/2007, criticou a Direcção de Curso de CC e a coordenadora de Erasmus, Anabela Carvalho, por não lhe terem fornecido informações relativas às condições de acesso ao 2º ciclo de CC. “Eu peço que me clarifiquem sobre o que se passa e isso não está a acontecer”, desabafou. Informações obtidas não são conclusivas Raquel Rodrigues recorreu à Direcção de Curso, aos Serviços Académicos da Universidade do Minho e à reitoria, sem, contudo, obter qualquer informação. “Estou há cerca de cinco semanas à espera de informações concretas”, sublinhou.
Segundo os alunos de CC entrevistados, a Direcção de Curso deveria ter dado mais apoio aos alunos com semelhante situação, o que não se veio a verificar. Raquel Rodrigues continua à espera do seu processo de equivalências sem saber que cadeiras deverá completar durante o presente ano lectivo, uma vez que houve uma alteração bastante significativa a nível das cadeiras a leccionar no novo curso. A aluna frequenta agora as aulas do 2º ciclo, apesar de saber que a situação ainda não foi resolvida. “Quando entrei na UM assinei um contrato no qual me comprometi a frequentar um curso de 5 anos”, enfatizou.
A forma como foi implementado o modelo de ensino de Bolonha no curso de CC foi criticada pelos alunos entrevistados. “Faltaram organização, planeamento, coerência e, acima de tudo, bom senso”, asseverou Filipa Cação, acrescentando que “o que se está a passar é inconcebível”. 18/10/2007 Catarina Dias
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