Neurónios Abariados e Quim Barreiros tocaram para os estudantesDepois de um cortejo molhado, a chuva voltou a acompanhar os estudantes numa das noites mais animadas do Enterro da Gata. A noite em que se conhecem os vencedores do cortejo académico ficou marcada, também, por atrasos. Os Neurónios Abariados subiram ao palco já depois da meia-noite, debaixo de chuva forte, o que fez com que não tivessem muito público. “Queríamos fazer um concerto que tivesse algum impacto, mas a chuva estragou-nos os planos”, lamentou um dos membros da banda minhota. Quanto ao recinto, apesar de admitirem que inicialmente estavam “de pé atrás”, reconhecem que “as condições são muito melhores” e o espaço é “muito maior”.
Ao contrário do que aconteceu com os Neurónios Abariados, Quim Barreiros contou com uma plateia composta. O músico disse mesmo que o recinto “estava cheio de gente” e “se estivesse uma noite muito boa, não cabiam” todos os estudantes na Alameda do Estádio Municipal. A chuva deu tréguas aos estudantes, que dançaram e cantaram ao som de músicas como: “Chupa Teresa” e “A cabritinha”. Embora não seja “milagreiro”, Quim diz que nunca teve de deixar de actuar por causa da chuva. “Quando é a minha altura de tocar, a chuva pára”, afirmou. Quim Barreiros levou ainda os estudantes minhotos à “Garagem da vizinha” e revisitou temas mais antigos como “Mestre de culinária” e “Bacalhau à portuguesa”. Gestão vence Cortejo A meio do concerto, e apelando ao desportivismo, Quim Barreiros desvendou os vencedores do Cortejo Académico, cujo primeiro lugar foi para o curso de Gestão. O segundo e terceiro lugares foram atribuídos a Administração Pública e Medicina, respectivamente. No final, em conversa com os jornalistas, Quim aconselhou a direcção da AAUM a “armar umas barracas para salvaguardar a rapaziada” do tempo instável do Norte. Ficou ainda a promessa: “Para o ano, se for convidado, aqui estou”. Em noite “pimba”, também houve alguns excessos. Apesar disso, duas das responsáveis pela Gata na Saúde dizem que tudo correu “dentro do normal”. Ana Luísa Pinto, estudante de Medicina, e Leonor Brandão, estudante de Enfermagem, registaram 28 ocorrências até às 04h30. No entanto, as alunas esperavam mais pessoas para o resto da noite. A maioria das pessoas chegou alcoolizada, embora tenha havido casos de quedas e cortes. Presidente da AAUM satisfeito com EnterroEm conversa com o ComUM, o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), Pedro Soares, fez um balanço provisório do Enterro da Gata ’08. “Sábado e domingo foram concertos muito cheios”, disse, reconhecendo que é “muito satisfatório” ver que as pessoas se divertiram. Para além disso, o dirigente diz ter sido “muito engraçado” ver a reacção de espanto das pessoas, “que vinham com algum cepticismo relativamente à mudança”. Apesar das expectativas elevadas, o também estudante confessa que “faltou o bom tempo”. Ainda assim, o presidente da AAUM revela que “estiveram cá [no recinto] bastantes pessoas”, pelo que se nota que “gostam do espaço e dos concertos”.
A mudança de espaço foi um desafio para a direcção da AAUM e fez com que apostassem mais no cartaz. “Não podíamos falhar no primeiro dia”, assegura Pedro Soares. Deste modo, afirma que cumpriram “o objectivo inicial” de ter “um dia muito cheio, muito bom”. E congratula-se: “Ultrapassámos num dia toda a problemática de que já se falava há não sei quantos anos de mudar de espaço”. O Enterro da Gata ’08 coincide também com os 30 anos da AAUM, pelo que o presidente da academia minhota julga ser “importante ficar na história o cartaz dos 30 anos”. A recolha de patrocínios foi fundamental, pois reuniram “patrocínios que não se vêem” habitualmente nas outras queimas. “Foi um cartaz bem escolhido”, finaliza Pedro Soares. 15/05/08 Cidália Barros Rita Araújo
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