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O ponto alto das Monumentais Festas do Enterro da Gata, o Cortejo Académico, ficou marcado pela chuva. Os carros de curso reuniram-se, como é já costume, junto ao cemitério de Monte d’Arcos, em Braga, juntando finalistas e caloiros numa festa com muita cor, alegria e a habitual cerveja.
Alunos de Comunicação no Enterro da Gata. Foto: Francisca Fidalgo.
A concentração, organizada sobretudo pelos alunos do 2º ano de cada curso, começou pelas 12h00 de quarta-feira, dia 14. Sob o tema “A Gata faz 30 por uma linha”, a maioria dos cursos optou por transmitir o desagrado perante o processo de Bolonha e as mudanças que este tem vindo a implementar. Assim, a decoração dos carros tentava expressar o descontentamento dos estudantes, tendo como mote a frase proposta pela Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Os carros partiram por volta das 15h00. Os tricórnios dos finalistas e as t-shirts de curso deram cor às ruas do Taxa, D. Pedro V e largo da Senhora-a-Branca. O Cortejo terminou em frente ao Museu Nogueira da Silva, onde estavam o Reitor Guimarães Rodrigues e o Presidente AAUM, Pedro Soares. Ao longo do percurso, o tempo pregou várias partidas aos estudantes, mas nem assim estes arredaram pé do Cortejo. Dançando e cantando músicas de curso, caloiros e finalistas fizeram a festa. Também não faltaram as tradicionais “bengaladas” nos finalistas, em jeito de felicidades. “30 por uma linha” facilita críticasDe acordo com Pedro Soares, o tema “30 por uma linha” foi escolhido com o objectivo de “abrir uma janela” de crítica ao estudante. Quanto às críticas em si, afirma que é “óptimo” haver uma participação dos alunos nos problemas da academia, nomeadamente em relação ao processo de Bolonha. O dirigente associativo admite que o novo modelo de ensino “está a roubar espaço de participação aos estudantes”, pelo que é preciso “medir se o esforço pedido se traduz na eficácia e produtividade do processo”. Bolonha pressupõe também uma “educação para a cidadania”, promovendo a participação e o debate cívicos. No entanto, uma vez que “o esforço pedido é, em alguns momentos, excessivo”, esse processo é contrariado. A quarta-feira do Cortejo Académico é sempre um dos momentos mais esperados pelos estudantes, simbolizando a passagem dos caloiros a novilhos na hierarquia da praxe e o final do curso para muitos alunos. Este ano, devido à transição para Bolonha, houve mais finalistas do que nos outros anos, em alguns cursos. Certas licenciaturas contaram mesmo com dois ou três grupos de finalistas, pertencentes a diferentes anos. 15/05/08 Cidália Barros Rita Araújo
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