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Lembro-me bem do último editorial do ComUM. Foi escrito pela Cláudia Lomba, ela que agora está a estagiar no Público. Lembro-me, também, da última semana do jornal, do último agendamento, enviado pelo Pedro Romano, que agora também está por Lisboa. Lembro-me do último artigo, assinado pela redacção. Acabava ali, de forma simples e banal, o trabalho hercúleo da anterior equipa do ComUM.
Foi um ano inteiro de trabalho: houve muitos artigos e emails
trocados, opiniões debatidas e até algumas discussões. Mas acima de
tudo, houve uma grande vontade de informar e de assegurar, a toda a
Universidade do Minho e à região que a circunda, que o ComUM não se
limita a fazer o que os outros fazem. Inúmeros casos foram tratados e
resolvidos com a ajuda do ComUM. Artigos houve, também, que foram
notícia na imprensa nacional. Tudo isto conseguido num jornal de e para
os alunos de Ciências da Comunicação.
Lançámos uma versão
impressa. Reunimos todos os apoios necessários e lançámo-nos à
aventura. Mantivemos dois jornais, em formatos diferentes, em
simultâneo, e tudo com a mesma equipa. Compreendo a Cláudia, quando
diz: "Com uma equipa como a nossa, começava outra vez do zero em qualquer altura". É verdade.
A
equipa actual também está a começar do zero. Com o drástico corte
efectuado na 'mão-de-obra' do ano passado, foi preciso recrutar novos
elementos para o jornal. A verdade é que a nova equipa, apesar de menos
experiente que a que a antecede, traz muita vontade de trabalhar e sede
de informar.
Começar do zero acarreta riscos. Ter ambições
também. Com este 2 em 1, não farei futurologia, mas tenho condições
para afirmar que esta nova época do ComUM vai tentar ter ainda mais
sucesso que a que terminou a 25 de Maio. Sempre com a inocente vontade
de trabalhar, de informar e, acima de tudo, com muita isenção. É
verdade, não é um mito: é possível manter um jornal isento, sem prestar
qualquer tipo de vassalagem.
O ComUM que agora inicia uma nova
temporada é o que é por causa dos que foram antes dele, nas várias
equipas que estiveram no online desde 2005 e, também, pelos outros. E
se a história do ComUM tem vindo a enriquecer todos os anos, não será este
ano a marcar a diferença.
Se o sonho comandou a anterior
equipa e levou-a a atingir altos voos, por que não esperar o mesmo
desta, sonhando também, com os pés devidamente assentes na terra?
"Não é por as coisas serem difíceis que não arriscamos; é por não arriscarmos que elas se tornam difíceis". Disse o Séneca. Trataremos nós de o provar.
Bruno Simões
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