Presidente da Comissão de Praxe de LEI diz que “foi uma brincadeirazinha” Foi a meio da tarde de ontem que o episódio decorreu. Um confronto de praxe protagonizado por algumas dezenas de alunos da Licenciatura em Engenharia Informática (LEI) da Universidade do Minho (UM) e cerca de 200 elementos do Instituto Superior de Engenharia do Porto terá desembocado numa rixa, com recurso a matracas e gás pimenta, cujo uso é considerado prática criminal em Portugal.

António Carneiro (ao centro com a bengala) considerou normais os acontecimentos de ontem. Foto: Cidália BarrosEm declarações à agência Lusa, o chefe da PSP de Braga, Almeno Silva, informou que a polícia conseguiu impedir que oito alunos da academia minhota fossem violentados pelos duzentos visitantes portuenses. Escondidos numa oficina da Rua Nova de Santa Cruz, a apenas 200 metros do Campus de Gualtar, os discentes terão visto a sua integridade física salva pela chegada dos agentes policiais. Almeno Silva referiu que os estudantes da Universidade do Porto – que se encontram em Braga para protagonizar uma iniciativa denominada Comboio do Caloiro e vão partir para o Porto de comboio às 05h20 – invadiram a oficina e vandalizaram quatro viaturas que lá se encontravam, utilizando também extintores para molhar o grupo de minhotos com espuma. Segundo o líder da PSP bracarense, os estudantes portuenses também fizeram uso de murros e garrafas de cerveja e vinho para agredir os caloiros de LEI em causa. Almeno Silva declarou ainda que foram proferidas ameaças e que, quando os oito minhotos foram retirados da oficina pela polícia, os alunos da UP assobiaram-nos. Celso Coutinho garante que “não se passou nada demais” Em declarações ao ComUM, o Presidente da Comissão de Praxe de LEI, Celso Coutinho, deu conta da sua versão da história. “Não foi nada disso que se passou”, começou por garantir, acrescentando que “não houve porrada nenhuma” no confronto praxístico que envolveu os ‘informáticos’ minhotos e os ‘engenheiros’ do Porto. “Estávamos em confronto e eles passaram-se. Vieram todos, a faculdade inteira, mas não se passou nada”, afiançou Coutinho. Para o líder dos doutores da praxe de LEI tudo o que se passou “foi uma brincadeirazinha”, ou seja, “não se passou nada demais”, sublinhou. “Foi a violência que às vezes se vê na Universidade, nas guerras de curso. Foi a mesma coisa, só que desta vez foi contra uma faculdade inteira”, afirmou Coutinho. No que diz respeito aos alegados utensílios ilegais usados, o praxante ironizou: “Gás pimenta? Mas isso não é a polícia que costuma usar?”. Contactado pela Lusa, o Papa da Universidade do Minho, António Carneiro, negou que tenha havido violência explícita no confronto entre os estudantes minhotos e os portuenses. Com Américo Martins, seu congénere portuense, o Papa garantiu que “tudo não passou de uma brincadeira de praxe”, que pode eventualmente ter “passado das marcas, mas sem qualquer tipo de violência generalizada”. 28/10/2007 Rui Passos Rocha com Lusa
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