Quando os media inventam PDF Imprimir e-mail
por Rui Passos Rocha

É curioso que apenas dois dias depois de ter assistido a uma palestra da jornalista Diana Andringa , a tal que diz ter desmascarado o caso do pseudo-arrastão de Carcavelos, aconteceu algo semelhante na Universidade do Minho, embora numa escala reduzida.

É que desta vez foram brancos, e não pretos (desculpem mas não sei dizer "negros" nem "de cor"), quem originou desacatos, pelo que a repercussão mediática se limitou a páginas regionais da imprensa e a um canto no final dos noticiários televisivos.

É curiosa também a forma como muitas das empresas nacionais de jornalismo não vão fazer o update que acabo de fazer no ComUM, limitando-se a press-releases feitos em cima do joelho por jornalistas que ouvem coisas e as esticam ao máximo, chegando mesmo a deturpá-las.

Quero com isto dizer que me parece que sobretudo as estações televisivas (cujos conteúdos têm maior repercussão na opinião pública) não se deverão interessar por abordagens mais racionais ao que ontem se passou, a não ser que elas sejam veiculadas pela imprensa de âmbito nacional. Não a imprensa universitária, de que o modesto ComUM faz parte, ainda que tenha acabado de avançar em primeira mão o que acredito que realmente se passou.





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Comentários
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kk 08-11-2007 13:28:57
já não era hora de ter outro editorial?
eu  - (...) 03-11-2007 02:35:03
O que devo eu dizer? o espaço permite opiniao sem nome, tomei essa liberdade. Se calhar com o meu nome nao iam a lado nenhum, nem saberiam quem eu sou.
A minha opinião mantem-se. Acho que o comum está pior do que aquilo que já esteve. E tem no director Rui Rocha um mau elemento. Os textos que li dele achei-os feitos à pressa. A boa vontade de ouvir os dois lados para mim não foi suficiente. Acho que era preciso saber-se a verdade. e essa não foi nunca aqui escrita por ninguém. Afinal são dois alunos com interesse directo na situação. E por cima disto ainda se faz um texto de peito aberto com enorme orgulho no trabalho do Comum neste caso? é natural levar uma bala ou duas.

Registo no entanto a facilidade de encaixe com que estas pessoas receberam uma crítica. Opiniões diferentes? Não. Opiniões erradas...

(ora eu fui-me meter com algum dono da razão!)

São pontos de vista...
Victor  - O anonimato não é o inimigo. O inimigo é a falt 29-10-2007 15:03:14
O ComUM está a ter dias bons - e terá certamente os seus dias menos bons ou maus, como sempre teve.
Para que conste: quem diz que o jornal está pior agora, não percebe patavina de jornalismo. Muito menos compreende o que aqui está a ser feito, ou porque não quer, ou porque o intelecto não chega.
A prova disso é essa "opinião" cujo anonimato abespinhou o Hugo. "Opinar" sobre o editorial atacando o actual director - isso é que define a credibilidade da "opinião" [e já agora do(a) "opinador(a)"]. Neste caso, nenhuma.
Hugo Torres  - Pulso democrático 29-10-2007 13:53:05
Há ponto que nunca compreenderei em quem quer publicitar opiniões no espaço público, defendendo esta ou aquela opinião, denunciando boas ou más condutas: o anonimato. É, além de desagradável, cobarde e uma demissão deprimente do espírito e da acção da real democracia - que não é mais nem menos o que estes espaços de comentário livre pretendem ser, ainda que imperfeitos.

O povo desilude amiúde no seu papel democrático de suma importância, quando - e são raras as vezes - lhes é dada a oportunidade. E espera ser ouvido. Como? O caminho não é este.
eu  - Maus dias de comum 28-10-2007 15:09:07
o comum ja teve bons dias.... no periodo a.rr. (Antes de Rui Rocha)

os textos dele não têm qualidade, acha-se ainda por cima o dono da razao e da qualidade jornalistica. Desengane-se! Não sabe mesmo escrever, nem esteve sequer do lado da razão.

Noticias feitas em cima do joelho ja eu o vi fazer..

A versao do Bruno Medeiros nao e completa, a do senhor da garagem tambem nao, a do isep pior ainda. Falem com o hospital(ataques e perdas de visao??) e a policia(matracas e gas pimenta??). Deve ter mais logica!

e so pena que o assunto tenha trazido tanta gente ao comum numa fase em que a qualidade do mesmo decaiu...
Victor 27-10-2007 13:42:33
Julgo que o ComUM presta, de certo modo, um bom serviço ao público, tentando informar sobre o caso.

Mas este editorial é precipitado. Mais do que acreditar numa tese - a de que nada daquilo aconteceu - este texto transpira um proseletismo que não compete a quem informa.

Pergunto: falaram com a PSP de Braga? Será uma atitude legítima cair na parcialidade de acreditar numa das versões, sem sequer ter ouvido todos os lados? Julgo que estão a cair no mesmo erro em que caiu a Lusa, isto é, acreditar que conhecem "a" verdade, sem ouvir todos os lados.

A versão de um aluno vale tanto quanto a versão da polícia - e ambos têm uma posição a defender, são fontes com interesses. Parece que alguém se esqueceu disso.
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