por Rui Passos Rocha
É curioso que apenas dois dias depois de ter assistido a uma palestra da jornalista Diana Andringa , a tal que diz ter desmascarado o caso do pseudo-arrastão de Carcavelos, aconteceu algo semelhante na Universidade do Minho, embora numa escala reduzida.
É que desta vez foram brancos, e não pretos (desculpem mas não sei dizer "negros" nem "de cor"), quem originou desacatos, pelo que a repercussão mediática se limitou a páginas regionais da imprensa e a um canto no final dos noticiários televisivos.
É curiosa também a forma como muitas das empresas nacionais de jornalismo não vão fazer o update que acabo de fazer no ComUM, limitando-se a press-releases feitos em cima do joelho por jornalistas que ouvem coisas e as esticam ao máximo, chegando mesmo a deturpá-las.
Quero com isto dizer que me parece que sobretudo as estações televisivas (cujos conteúdos têm maior repercussão na opinião pública) não se deverão interessar por abordagens mais racionais ao que ontem se passou, a não ser que elas sejam veiculadas pela imprensa de âmbito nacional. Não a imprensa universitária, de que o modesto ComUM faz parte, ainda que tenha acabado de avançar em primeira mão o que acredito que realmente se passou.
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Editorial
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