Belisquem-me, que quero acordar PDF Imprimir e-mail
Não será caso único na actual legislatura, mas a Lei do Pluralismo e Não Concentração da Comunicação Social é particularmente engraçada, na medida em que é ao mesmo tempo premente (assim no-lo dizem) e auto-refutante.

Premente porque, por um lado, foi aprovada pela bancada socialista sem alterações de fundo desde o veto presidencial à proposta inicial; e por outro porque surge a escassos meses da conclusão de um estudo da União Europeia, «Media pluralism in the Member States of the European Union».

Esta é, portanto, uma lei em que o Partido Socialista confia plenamente. Bem, talvez nem tanto. O documento refere  que as alterações nele previstas serão aplicadas «sem prejuízo» da deliberação da UE. Assim, as mudanças impostas por esta lei e as conclusões europeias praticamente coincidirão no tempo (ambas no segundo semestre deste ano).

Não é que isto ponha em causa a competência - e, já agora, a imparcialidade - dos nossos governantes. Aliás, confesso-me embasbacado com os seus critérios visionários para a aferição da pluralidade e, de caminho, com a sua abertura ao diálogo com as empresas.

A coisa vai dar-se assim: Sempre que a ERC se aperceber de que uma empresa detém 50% ou mais de quota de audiências num sector de media, ou 30% ou mais num mínimo de dois sectores, dará a oportunidade a essa empresa de se defender. Portanto, reconhece-se que os critérios da ERC não são propriamente fiáveis - se bem que o documento assegure que esses são «os instrumentos de aferição reconhecidos no meio» (se o fossem haveria uma "task-force" europeia a estudar o pluralismo?).

Mas o Governo não se limita a permitir arbitrariedade no trabalho da ERC; permite-a também na defesa da empresa. Seria interessante se fossem disponibilizadas na internet gravações dos diálogos entre a ERC e as empresas, que terão de demonstrar a «existência de expressão e confronto das diversas correntes de opinião» (todas, todas?), os «mecanismos de salvaguarda da independência dos jornalistas e directores» (hã?) e a «diversidade das orientações editoriais» (através de que escala?) dos respectivos órgãos de media.

Como se não bastasse tudo isto, e a sempre positiva inversão do ónus da prova (em vez de ser o Estado a provar que sou culpado, tenho de ser eu a provar que o as suspeições do Estado são infundadas), a premissa em que assenta todo o belo edifício que é a lei é no mínimo discutível: A ideia de que a quota de audiências de um órgão de comunicação social equivale à sua quota de mercado. A ERC vai andar à cata não de empresas que detenham uma  posição dominante no mercado mas das empresas que tenham as maiores quotas de audiências.

É claro que isto não vai acontecer, porque a lei é imaculada, mas seria bastante chato para o empreendedorismo em Portugal se por acaso um órgão de comunicação social tivesse qualidade suficiente para conseguir uma quota de audiências de 50% com uma posição de mercado inferior a essa percentagem.

20/04/09
Rui Passos Rocha




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Vida de estudante dá sono

Parece que 65% dos estudantes da Universidade do Minho dormem mal. Parece, também, que isso está correlacionado com o consumo de tabaco e álcool – que suponho serem, para já e enquanto não chega o megafone, os instrumentos de trabalho do AGIR.

Na AAUM trabalha-se

Pouco se sabe, em concreto, sobre o funcionamento da AAUM. Sabe-se como está estruturada, qual é a hierarquia, quem ocupa as várias pastas. O que não se sabe, naturalmente, é como se organiza na prática, na resolução das várias tarefas que desempenha. Não há gráficos de desempenho e não me consta que tenha havido visitas guiadas oficiais, quer de estudantes quer de órgãos de comunicação social. Seria interessante propô-lo, já agora.

Deixem-se de tretas

12,7% dos alunos são 1982 estudantes. Quantos serão membros do AGIR? E do Elo Estudantil? Quantos colaboram com a AAUM, permanente ou esporadicamente? E quantos, não colaborando, têm algo a ganhar com ela – habitualmente bilhetes para eventos organizados pela associação? Se retirarmos esta gente toda, para além das largas dezenas de membros das associações dos vários cursos, quantos estudantes verdadeiramente descomprometidos terão votado na última semana? 5%?

A abstenção pode ser um voto

Em Portugal, como na União Europeia, cerca de ¾ dos eleitores desconfiam das instituições e dos processos de decisão políticos – um pouco mais ao nível nacional do que ao nível comunitário. Claro que a fórmula popular “eles querem é poleiro” não é propriamente digna de estudo, mas o desinteresse em relação à democracia representativa parece ser um dado adquirido.

Foi você que elegeu um criminoso?

Quando se soube da reeleição de Isaltino Morais em Oeiras, não tardaram nos blogues e na imprensa os comentários do costume: que política e ética andam à chapada e alguém deveria forçar o matrimónio; que suspeitos de corrupção não deveriam sequer poder candidatar-se; e que, aos olhos dos portugueses, Justiça (assim mesmo com maiúscula) e injustiça são sinónimos. É que, para quem não se tenha apercebido, Isaltino foi recentemente condenado a sete anos de prisão, sentença de que recorreu.

Foi você que elegeu um criminoso?

Quando se soube da reeleição de Isaltino Morais em Oeiras, não tardaram nos blogues e na imprensa os comentários do costume: que política e ética andam à chapada e alguém deveria forçar o matrimónio; que suspeitos de corrupção não deveriam sequer poder candidatar-se; e que, aos olhos dos portugueses, Justiça (assim mesmo com maiúscula) e injustiça são sinónimos. É que, para quem não se tenha apercebido, Isaltino foi recentemente condenado a sete anos de prisão, sentença de que recorreu.

O voto ao mais fanfarrão

1) Perguntem por aí, que a maioria dirá o mesmo: a 3ª República está em declínio, as instituições não merecem crédito e a política nacional é uma fantochada. 77% dos portugueses desconfiam dos partidos e 61% fazem manguito ao Governo (percentagens em linha com a média dos 27 da União Europeia). Soluções? Dirão que é fácil: abrir os partidos à sociedade, apelar a que os melhores cérebros e, sobretudo, os mais desapegados, adiram à elite. Numa palavra, retirar o poder aos boys, frutificados em grupos intrapartidários, e dá-lo a pessoas honestas, devotas à causa comum.

Belisquem-me, que quero acordar

Não será caso único na actual legislatura, mas a Lei do Pluralismo e Não Concentração da Comunicação Social é particularmente engraçada, na medida em que é ao mesmo tempo premente (assim no-lo dizem) e auto-refutante.

Coisas do demo

Num dos meus textos mais recentes aqui publicados escrevi que "democracia" e "liberdade" são termos entronizados. Parece-me indubitável. Até o nazismo e o regime estupidificante norte-coreano foram propagandeados como campeões de uma nova liberdade e estandartes da democracia do futuro.

Mais crimes graves? Sim, mas...

Os portugueses dizem-se cada vez mais inseguros. Para além da «onda de violência» das últimas férias do Verão, somos diariamente bombardeados por notícias sobre crimes perpetrados em Portugal. O Relatório Anual de Segurança Interna de 2008 do Ministério da Administração Interna não deixa dúvidas: de 2007 para 2008 houve um aumento de 21.947 para 24.313 do número de crimes violentos. São mais 10,8% de crimes, em apenas um ano. O crescimento é notável, mas talvez não seja tão preocupante quanto uma leve pincelada pode fazer parecer.

Ó mãe, posso emitir uma fatwa sobre aquele gajo?

After Courbet, L'Origin du Monde (Tanja Ostojic, 2004)   Se fosse vivo, Gustave Courbet provavelmente rir-se-ia do episódio de há quinze dias em Braga. A polícia – que disse ter recorrido a «medidas preventivas» para que muitos adultos não se insurgissem contra os feirantes de livros – proibiu e depois readmitiu a venda de um livro cuja capa alegadamente atraía a atenção das coitadas das crianças. Suponho que alguns pais, os tais que se preparariam para dar pancada (verbal e/ou física) aos vendedores, são do género que tosse e muda de canal quando há cenas íntimas em programas de televisão. Talvez lhes faça cócegas a ideia de que se ensine aos adolescentes como se praticar sexo seguro; não têm ainda idade para pensar nessas coisas. Antigamente é que era, porque agora tudo vale para abortar e os gays, esses doentes modernos, em vez de se tratarem andam por aí nas ruas de mãos dadas e aos beijos, onde é que já se viu? No tempo do outro não havia destas aberrações.

Quem tem medo do bicho-papão?

Se Alegre avançasse para a formação de um partido, Portugal passaria a ter quatro partidos de esquerda e dois de direita representados na Assembleia da República. Olhando mais de perto, porém, constataríamos a coexistência de um partido anti-capitalista e cinco agremiações que defenderiam a adopção da economia de mercado, mas a cujo funcionamento imporiam mais ou menos entraves - o que se deveria à sua maior ou menor desconfiança face à lógica da escolha racional dos consumidores e do ajustamento automático dos vários motores da economia.

Alinhados

Há coisa de duas semanas, uma professora feita cronista de ocasião do Público dizia-se, nesse espaço, contra a avaliação em vigor por causa "da forma como Maria de Lurdes Rodrigues a defende". Nas várias manifestações, cartazes eram vários que imputavam à ministra uma postura férrea, inflexível, e até a sua expressão facial carrancuda se tornou causa para a "luta".

Birras e concessões

1) A reforma dos sistemas de saúde e educativo estava no programa de Governo que, depois da campanha eleitoral de 2005, a maioria dos votantes aprovou. Nele era referida a necessidade de diminuir o número de estabelecimentos, redesenhar a sua distribuição geográfica e adequar a quantidade dos serviços prestados aos seus custos. Talvez fossem alíneas a mais, porque em pouco tempo essa papelada perdeu validade.

A ministra mártir

Torno-o público antes que a lapidem: Maria de Lurdes Rodrigues é genial e, por isso, incompreendida. Estou em crer que a História só lhe fará juz após, daqui a umas dezenas de anos, um professor de História aproveitar as pausas entre as quatro reuniões diárias para fazer a sua biografia. Desde aí se perceberá que o autismo que lhe atribuíam era não mais que uma condição essencial para a sua estratégia.

Obama e outro "fenómeno"

Obama. Na semana passada dei conta da minha preferência por Obama no plano da política externa. Não é coisa de somenos, convenhamos, e deve ser tida em conta mesmo em plena crise financeira (note-se a ambiguidade da palavra "crise", que diz tudo e nada). Confesso-me utópico por, após todo um século de sucesso do realismo em Relações Internacionais, vir apregoar o liberalismo como rumo. Sem ortodoxia, realço, prefiro-o com uma pitada neorealista aqui e ali à inversão das posições de ambas as doutrinas. Que o exemplo venha de cima, dos Estados Unidos, como de costume.

A mudança em que podemos acreditar

Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} As sondagens mostram-no claramente: McCain é o candidato dos Estados interiores, mais envelhecidos e de menor escolaridade; Obama vence no litoral – mais jovem, próspero e com maior capital intelectual. Aquele é o campeão dos rednecks e das Wal-Mart moms, enquanto o democrata vence nas universidades e demais profissões cerebrais.

Dupla personalidade

Na última vez em que aqui soltei umas palavras pedi ao novo Papa que voltasse a falar à imprensa. O meu pedido foi atendido. Pondero começar a apresentar-me como profeta, mas para isso terei de vestir uma roupa que me confira credibilidade e cause uma percepção de maturidade nos meus interlocutores. Penso, portanto, vir a tornar-me Papa da universidade minhota. (A propósito, peço a qualquer alma caridosa que me indique, na caixa de comentários, quais as cervejas que mais "batem" e por um menor custo).

Ainda há modelos de conduta

É preciso ter azar. Não bastava ao novo Papa minhoto vestir o chassis da ignorância académica; tinha de aproveitar o reatar das aulas para, no órgão oficial do statu quo, alegar que só com a "maturidade" decorrente do chumbo pode um estudante ascender a cardeal de praxe.

Confronto de praxe deixou transeunte gravemente ferido

Ainda as cenas de violência entre ISEP e LEI de OutubroFoi em Outubro que o incidente aconteceu, tendo alegadamente resultado em alguns ferimentos e detenções policiais. Porém, o ComUM sabe que o confronto praxístico entre alunos da Universidade do Minho (curso de Engenharia Informática, LEI) e do Instituto Superior de Engenharia portuense (ISEP) deixou – pelo menos – um outro ferido, cuja história não foi até hoje mediatizada. O agredido passou, na altura, semanas no Hospital de São Marcos, depois de ter sido violentamente atacado no maxilar com uma garrafa de vidro.

Nuno Melo lamenta ausência do PS e PSD em debate sobre Governo

Deputado do CDS-PP na UM para desconstruir "propaganda de Sócrates"Foi já na recta final que Nuno Melo deixou um recado à organização do debate que ontem de manhã decorreu no campus de Gualtar, sobre os três anos do executivo de José Sócrates. Convidado pelo Núcleo de Alunos de Economia da Universidade do Minho (NAECUM), o deputado do CDS-PP criticou a situação "no mínimo caricata" de ter a seu lado - na mesa - somente os representantes do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda. "Quando venho a este tipo de debates acho essencial ter ao lado um representante do Governo", disse, indicando que a acrescida falta de um elemento do PSD fez com que faltasse "80 por cento dos assentos parlamentares". "Com certeza, o colega do Bloco não vai fazer de membro do Governo", gracejou, suscitando o riso da assistência, que preencheu mais de dois terços do auditório B1 do CP2.

"Baixo número" de estudantes manifesta-se contra Bolonha

Contra o "aumento exagerado das propinas", resultante da adaptação do Processo de Bolonha à grande maioria (todos menos Engenharia Civil) dos cursos da Universidade do Minho, o Elo Estudantil organizou e realizou ontem, pelas 14h, uma manifestação, em frente ao Prometeu do campus de Gualtar. O resultado não foi propriamente o esperado, confessou a vice-presidente ao ComUM: "São menos de 20 pessoas, de um universo de cerca de 16.000". Um "baixo número" que não tem, segundo Ana Ribeiro, raízes na organização, porque "a divulgação foi feita atempadamente". Talvez as causas sejam "o comodismo e o medo, possivelmente das direcções de curso e da Reitoria", sustenta. 

Racionar o gás - pelo ambiente

A actual geração de estudantes da Universidade do Minho não esperava, certamente, ler um outro jornal semanário que não o Académico. Confrontado com a possibilidade, talvez fosse assaltado pela imagem de um UMdicas semanal ou um eventual regresso do UMjornal, ou outro jornal com propriedade no Largo do Paço. Não conceberia, certamente, que um grupo de alunos, inexperientes no 'mundo' do jornalismo de papel, se entregasse a tal empreitada.

Anonimato deve ser “assegurado” em base de dados de ADN

Agostinho Guedes preocupado com aplicação da nova leiA actual formação de uma base de dados de ADN para identificação civil e criminal, que resulta da publicação de um diploma em Fevereiro passado, foi o tema escolhido pela Associação de Estudantes de Direito da Universidade do Minho (AEDUM) para debate na tarde de 8 de Abril. Proveniente da Faculdade Católica de Direito, o professor Agostinho Guedes mostrou-se convicto de que “o legislador preocupou-se” com as várias questões éticas com que se deparou. Porém, “em Portugal fazem-se leis fantásticas que não são aplicadas convenientemente”, referiu, acrescentando que, consequentemente, “é necessário que o anonimato seja realmente assegurado”.

Funcionários “repudiam” a sua exclusão do Senado

Os funcionários da Universidade do Minho (UM) estão “certos de que poderiam contribuir para o enriquecimento” dos destinos do Senado Universitário, órgão de formação recente. No entanto, e após terem estado presentes activamente na criação da nova figura decisória, sentem que “os mecanismos de audição, estabelecidos na lei e difundidos institucionalmente, constituem, afinal, meros exercícios de encenação, sem qualquer efeito útil”. Agora “repudiam esta manifestação de desinteresse na sua participação e contributo nos futuros órgãos da instituição”. Esta é a posição dos representantes dos funcionários não docentes da Universidade do Minho, esta semana difundida em Intranet na forma de comunicado.

Reforma do Código de Processo Civil "cria desajustamentos terríveis"

Juiz conselheiro Salreta Pereira critica legislador "O [recurso de] agravo só desapareceu formalmente", porque "o legislador esqueceu-se da sua norma transitória". A afirmação foi ontem proferida por Salreta Pereira num debate promovido pela Associação de Estudantes de Direito da Universidade do Minho. Pronunciando-se sobre a reforma do Código de Processo Civil, o Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça previu que "vamos ter uma série de anos em que vai ser aplicado o recurso de agravo", o que, no seu entender, "cria desajustamentos terríveis".

De volta e com pneus novos

por Rui Passos RochaSaídos das boxes, é tempo de regressar à pista e retomar os índices a que nos vínhamos habituando. Como anunciado, é hoje o dia do regresso, da volta idealizada e do reabrir do portão a todos os que se queiram fazer bem-vindos. Não temos passadeiras vermelhas - ou de outra qualquer cor -, mas o ambiente quer-se acolhedor. As túnicas e os pombos partilham a cor e juntam-se no mesmo cenário, estes arrulhando e aqueles passeando-se (ou sendo passeados) num convite ao debate pacífico de ideias.

Até já

por Rui Passos Rocha Caro leitor,Após quase três meses de actividade, o ComUM vai suspender a actividade durante um mês e meio, mais precisamente de 1 de Janeiro a 14 de Fevereiro.

Estrangeiros a aprender português em convívio natalício

São, ao todo, 40 estrangeiros e estão a aprender português no Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH) da Universidade do Minho. Apesar de algumas ausências, a maioria dos inscritos no 15º Curso Anual da Português para Estrangeiros juntou-se ontem a alguns dos seus docentes na Sala de Actos do instituto para um convívio natalício, com comida da época na mesa e fotografias de passeios conjuntos em ecrã de fundo.

Docente de Direito afirma que Tratado de Lisboa é “complicado”

“Há quem diga que temos um tratado complicado, o que é bem verdade”, realçou hoje Alessandra Silveira, docente convidada pela Escola de Direito da Universidade do Minho (UM), de que faz parte, para discursar no âmbito da comemoração do 14º aniversário do curso minhoto. Integrada na conferência sobre o “Tratado de Lisboa e a União Europeia”, a professora de naturalidade brasileira apontou ainda vários aspectos animadores e não escondeu que é uma “optimista” quanto a este tema.

ComUM celebra dois anos de existência

Foi a 12 de Dezembro de 2005 que foi tornado público o sítio Comum Online (agora ComUM). Hoje é, portanto, dia de celebração para a equipa remanescente, composta, como há dois anos, somente por alunos do curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho. Um dia para pensar no passado e extrair dele sumo para um futuro cada vez melhor.

Da abnegação

por Rui Passos Rocha Já fomos revista, desaparecemos e voltámos recentemente na Internet. Há dois anos, a completar amanhã, mais precisamente. Por muitos mais nos queremos manter. Sem interrupções pelo meio. Sem quebras de produção. Com objectivos bem delineados na mente... e no papel, para onde vamos. Adiante. Sem pontos finais aborrecedores a pausar indefinidamente os bons resultados dos dias.

Lista rejeitada para a Estatutária denuncia “falta de democracia”

Presidente da Comissão Eleitoral: “Se a lista fosse aceite é que haveria fraude” As eleições estudantis para a Assembleia Estatutária ficaram-se por duas listas oponentes – uma liderada por Pedro Soares e outra por Aurora Mendo –, mas houve um terceiro grupo de pessoas que se candidatou, não tendo no entanto sido aceite pela Comissão Eleitoral. Em entrevista ao ComUM, um dos seus impulsionadores contou que “era uma vez uma lista” que foi vítima de uma “clara falta de democracia” e “atropelos” da parte do órgão dirigido por Pedro Almeida.

Moisés Martins: Vereadora de Guimarães “estava muito bem calada”

Presidente do ICS explica afirmações sobre Geografia e PlaneamentoNa sequência de um discurso crítico de Moisés Martins à forma como Geografia e Planeamento tem funcionado desde a sua criação há 10 anos na Universidade do Minho (UM), a vereadora da Cultura de Guimarães usou da palavra para sublinhar que a autarquia vimaranense tudo tem feito para que o curso funcione o melhor possível. O ComUM falou com o presidente do Instituto de Ciências Sociais (ICS), que não só explicou as afirmações de terça-feira passada como lançou ainda fortes críticas a Francisca Abreu - que “devia ter dito umas palavras de circunstância ou nada, se quisesse”, mas que “também estava muito bem calada” - e a alguns dos principais órgãos da UM – Reitoria, Serviços de Acção Social (SAS) e Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM).

Eleições estudantis para Estatutária “possivelmente” viciadas

Candidata derrotada promete “não parar por aqui”Apenas 9,6 por cento dos votantes de ontem preferiu Aurora Melo Mendo, que encabeçou a Lista E dos estudantes para a Assembleia Estatutária. Após a publicação dos resultados finais por parte da Comissão Eleitoral, a candidata falou ao ComUM, dando os parabéns à Lista A encabeçada por Pedro Soares e referindo que “possivelmente” o processo eleitoral já estava viciado à partida.

Pedro Soares: satisfação com trabalho da AAUM ditou abstenção

Presidente não contava com "três mandatos consecutivos"Foram 85 por cento, sim, mas isso apenas mostra que “as pessoas estão satisfeitas com o trabalho que a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) tem vindo a desenvolver”, indicou Pedro Soares à imprensa, logo após a divulgação dos resultados eleitorais. No que diz respeito à Assembleia Estatutária, o presidente da associação confessou que “estava à espera da vitória, mas de três mandatos consecutivos tinha muitas dúvidas”.

Lista A ‘bisa’ em eleições com 85 por cento de abstenção

Pelo terceiro ano consecutivo, a percentagem de abstenção nas eleições para a Associação Académica da Universidade do Minho aumentou em cinco por cento. Os 75 por cento de 2005 foram superados pelos 80 por cento de 2006 e estes pelo valor mais recente: 85 por cento de abstenção nas eleições de ontem.

Pedro Soares é candidato único à direcção da AAUM

Eleições decorrem na próxima terça-feira Ao contrário dos últimos dois anos, nas eleições de 2007 para a direcção da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) há apenas um nome: Pedro Soares, o actual dirigente máximo do organismo. As votações vão decorrer na próxima terça-feira (dia 4), podendo vir a ser novamente ‘ensombradas’ por uma elevada taxa de abstenção estudantil.

Alterações climáticas na base de “uma das grandes narrativas do milénio”

'Profecia' lançada ontem na UM por investigadora alemãA elevada atenção mediática ao tema das alterações climáticas não tende a diminuir, mas antes a acentuar-se, pelo que vai desembocar "numa das grandes narrativas do milénio" que agora começou. A afirmação foi ontem feita por Irene Neverla na conferência ‘Communicating Climate Change: Discourses, Mediations and Perceptions’, que decorreu ao longo do dia no Complexo Pedagógico II do Campus de Gualtar da Universidade do Minho.  

O nosso Santo Graal

por Rui Passos Rocha O que faz um bom jornal? Bons jornalistas, poder-se-ia dizer. Mas o que faz bons jornalistas? A uma boa dose de qualidade na escrita devem aliar-se o espírito crítico, a desconfiança permanente em relação ao que é dito, escrito ou feito e uma forte capacidade de atenção ao valor-notícia das matérias que se aborda.

Jornalista da RTP afirma que “faltam desafios” à televisão pública

Luís Miguel Loureiro declara que novo contrato de concessão “não acrescenta nada” ao passado “Parece que o legislador consultou a grelha da RTP para fazer o documento”, afirmou, em jeito de desabafo, o jornalista da RTP Luís Miguel Loureiro, quando instado a pronunciar-se no ontem realizado debate sobre “O papel do serviço público de TV em Portugal”. Misturado na assistência presente na sala de seminários do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade do Minho, o jornalista lamentou que o novo contrato de concessão do serviço público de televisão não difira muito do anterior, e garantiu que “faltam desafios” à RTP. No entender de Loureiro, o novo contrato não traz nada de novo em relação ao anterior documento. 

Quando os media inventam

por Rui Passos RochaÉ curioso que apenas dois dias depois de ter assistido a uma palestra da jornalista Diana Andringa , a tal que diz ter desmascarado o caso do pseudo-arrastão de Carcavelos, aconteceu algo semelhante na Universidade do Minho, embora numa escala reduzida.

Praxante de LEI conta ao ComUM o que aconteceu ontem

Bruno Medeiros afirma que “há sensacionalismo a mais nesta estória” Depois da grande atenção mediática no caso da alegada rixa que ontem teve lugar junto à Universidade do Minho (UM), dando conta da posição pública da PSP de Braga sobre os acontecimentos, o ComUM decidiu dar a voz a um dos intervenientes do incidente. Aluno do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Informática (LEI), o praxante Bruno Medeiros garantiu ao ComUM que tudo começou com uma dança importada pelo curso, a que se seguiu uma fuga e a consequente perseguição violenta por parte dos alunos da Universidade do Porto, que pensavam que os alunos de LEI fugiam com medo.

Violência marca confronto entre LEI e alunos da UP

Presidente da Comissão de Praxe de LEI diz que “foi uma brincadeirazinha” Foi a meio da tarde de ontem que o episódio decorreu. Um confronto de praxe protagonizado por algumas dezenas de alunos da Licenciatura em Engenharia Informática (LEI) da Universidade do Minho (UM) e cerca de 200 elementos do Instituto Superior de Engenharia do Porto terá desembocado numa rixa, com recurso a matracas e gás pimenta, cujo uso é considerado prática criminal em Portugal.

Invasão do Iraque “foi um desastre total”

Longe geograficamente mas perto mediaticamente, o mundo islâmico visita-nos permanentemente, dando-nos conta da existência de uma realidade avessa àquela em que nós, ocidentais, vivemos. O ComUM falou com Maria do Céu Pinto, docente da Escola de Economia e Gestão que estuda o Islão, o Médio Oriente e o terrorismo, com vista a conhecer a perspectiva da académica no que diz respeito a questões relativas à relação do Ocidente com o mundo islâmico.

Diana Andringa enfatiza responsabilidade social dos jornalistas

Jornalista deu conferência a alunos de Ciências da Comunicação“O compromisso ético de querer mudar as coisas para melhor é para mim muito importante”. Foi com estas palavras que Diana Andringa principiou ontem um discurso orientado para as questões éticas que rodeiam a actividade jornalística. Convidada pelo Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho a dar uma palestra a alunos do curso, a jornalista afirmou que “é preciso tomar uma posição de responsabilidade social” aquando da prática do jornalismo.

Praxantes de LEI criticam má organização da AAUM

Episódios recentes relacionados com as últimas edições da Recepção ao Caloiro e da Latada levaram a que a Comissão de Praxe da Licenciatura em Engenharia Informática (LEI) ficasse descontente com a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Foi pelo menos isso que referiu o presidente dos praxantes de LEI, Celso Coutinho, em declarações ao ComUM.

Subterfúgio

por Rui Passos Rocha Em Ciências da Comunicação, como certamente noutros cursos da Universidade do Minho, o processo de transição para o Processo de Bolonha deu-se algo abruptamente. No que diz respeito ao antigo 3º ano de Comunicação Social (cuja maior parte dos alunos pertence agora ao 1º ano do 2º ciclo de Ciências da Comunicação) a informação nunca foi muita, é verdade, mas a preocupação da Direcção de Curso foi-o. Ainda assim, as propinas não pagam intenções.

Debate sobre a família em congresso na UM

Família, Saúde e Doença. A frase parece extraída do discurso matrimonial católico, mas faz parte do título de um evento que vai ter lugar nos dias 18 e 19 de Outubro no Campus de Gualtar da Universidade do Minho. O II Congresso Família, Saúde e Doença vai integrar 24 sessões temáticas e procurar explanar o tema da saúde familiar. Para isso vão haver intervenções de várias dezenas de convidados.

Reitor queixa-se de corte orçamental a Correia de Campos

O ministro da Saúde ouviu hoje o reitor da Universidade do Minho (UM), Guimarães Rodrigues, dar conta do seu desagrado face ao incumprimento do Governo do acordo financeiro estabelecido para a construção da Escola de Ciências da Saúde (ECS) no Campus de Gualtar, em Braga. Na conferência anterior à inauguração da ECS, Correia de Campos declarou que preferia ter executado integralmente o plano e preferiu salientar as superiores condições a implementar no novo edifício.

Um regresso em força

por Rui Passos RochaEstamos de volta. Não poderia dizê-lo com maior satisfação, porque a vontade de prosseguir o trabalho jornalístico do último ano lectivo foi-se agigantando à medida que o tempo de pausa aumentava. Regressamos de cara lavada e com o entusiasmo reforçado, conscientes de que devemos não só manter mas também melhorar o feedback positivo que nos habituámos a receber.

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Rui Passos Rocha

Director

Estudante
1º ano do 2º ciclo
Ciências da Comunicação
Universidade do Minho

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