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O processo de equivalências do curso de Licenciatura em Engenharia Informática (LEI) fez com que vários alunos ficassem com mais cadeiras em atraso. A situação, que está a ser tratada pela Direcção de Curso, tem deixado os alunos apreensivos.

Foto: Rui Passos RochaA transição para Bolonha alterou drasticamente a situação dos alunos de LEI. É o caso de Daniela Fontes, que inicialmente possuía duas cadeiras em atraso do segundo ano do antigo plano e com o processo de equivalências ‘ganhou’ mais cinco por fazer. “Ainda apareceram algumas cadeiras para fazer do primeiro ano”, desabafa, para de seguida lamentar: “Permaneço no segundo ano apesar de ter passado”. A mesma situação aconteceu com o aluno Pedro da Silva, que ficou retido no segundo ano. “Deixei três cadeiras por fazer, mas aparecem sete na minha ficha. Então, supostamente, reprovei”, explica. Também o aluno Pedro Guimarães, que terminou o ano passado com três cadeiras em atraso, viu a sua situação alterar-se para oito cadeiras no novo plano. A Direcção de Curso promoveu, entretanto, uma reunião com os alunos. Mas, alegam os mesmos, nem tudo ficou explicado. Daniela Fontes diz que o Director de Curso, Orlando Oliveira Belo, “recusou-se a responder a certas questões feitas pelos estudantes”. Apesar do descontentamento, os alunos conseguem perceber que a situação da Direcção de Curso é complicada. “ Compreendo o lado deles porque há cadeiras que podem não ter muito a ver umas com as outras”, confessa Pedro Silva. Curso de LEI completamente remodeladoA adaptação do curso de LEI ao modelo de Bolonha obrigou a uma remodelação completa. “Reestruturámos o curso, tornando-o mais completo e eficiente do que o antigo”, frisou o director-adjunto da Direcção de Curso, Alcino Cunha, acrescentando que a formação foi sujeita a uma “mudança radical”. O curso oferece agora três anos de formação, assegurando uma preparação adequada para a entrada dos futuros engenheiros no mercado do trabalho. Alcino Cunha mostrou-se preocupado com a competência dos estudantes, admitindo que o importante é satisfazer os pedidos dos potenciais clientes. O essencial, defendeu, é transmitir a informação necessária aos futuros licenciados, pelo que a principal preocupação não deveria ser as cadeiras em atraso. O director-adjunto acredita ainda que a implementação do Processo de Bolonha em LEI teve vantagens positivas, pois a licenciatura actual é composta pelas cadeiras principais do antigo curso. E explicou, assim, que o novo curso apostou no aumento de cadeiras de informática. O mestrado é opcional e permite a especialização dos estudantes em duas áreas. A Direcção de Curso pretende dar equivalência às cadeiras da mesma área. “Não haverá pessoas prejudicadas, tentaremos manter o número de créditos de cada estudante”, asseverou Alcino Cunha. 29/10/07 Catarina Dias e Sylvie Oliveira
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