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O Matadouro Regional
de Montalegre vai produzir metade da energia que consome, através de
um projecto inovador de aproveitamento de biogás, desenvolvido pela
Universidade do Minho (UM) e pela empresa Ambisys. O ComUM foi tentar perceber as bases da iniciativa.
O projecto consiste
num reactor anaeróbico de manto de lamas invertido, especialmente dedicado
ao tratamento anaeróbico (sem oxigénio) de alta carga de efluentes complexos contendo
lípidos. Isto significa, que esta nova tecnologia consegue produzir
biogás directamente da gordura. Esta inovação não diminui só os
custos (produção de energia reduzida para metade) como respeita mais
o meio ambiente. O protótipo do reactor está a ser testado há cerca
de um mês, tendo vindo a apresentar bons resultados, uma vez que permite
uma produção eficiente de biogás.
Madalena Alves, docente
do Departamento de Engenharia Biológica da UM, é quem lidera a equipa da academia minhota. Esta investigadora já está envolvida na área desde 2006, quando ganhou o Prémio Nacional de Inovação
Ambiental 2006, com o conceito de “Reactor Anaeróbio de Manto de
Lamas Invertido”.
Em entrevista à Câmara Municipal de Montalegre,
Madalena explicou que “a gordura, que era uma fonte de energia renovável
não acessível, fica disponível para o sector industrial onde este
tipo de efluentes é gerado, como [empresas de] lacticínios, matadouros, lagares
de azeite ou refinarias de óleo”. De acordo com a investigadora, “o objectivo
é atingir um óptimo nível de tratamento, acompanhado de uma eficiente
produção de uma fonte de energia renovável”.
A Ambisys
é uma nova empresa do grupo MonteAdriano, criada com o apoio da Universidade
do Minho, cuja área de actuação passa pela área da bioenergia, desenvolvendo
soluções à medida, através do aproveitamento de biogás proveniente
do tratamento de resíduos e efluentes.
05/05/09
Cláudia Carvalho
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