|
Chega hoje ao fim a laboração noticiosa por parte do ComUM. Foram dois semestres de intenso trabalho por parte dos alunos do curso de Ciências da Comunicação, nas quatro secções existentes. No final, fica a sensação de dever cumprido, e mais importante que tudo, a noção da chegada de bons valores e jovens promessas ao jornalismo.
Ser um jornal independente não é fácil. Os redactores descobriram isso quando precisaram de falar com entidades importantes ou com os ditos 'poderes' da Academia. Não faltaram artigos que, à semelhança do ano passado, não se concretizaram por indisponibilidade das fontes em colaborar com o único jornal que não presta subserviência a ninguém.
Porém, fica-lhes no sangue a capacidade de se desenrascarem nas situações mais difíceis. Que poderão transportar para uma eventual vida profissional, quando deixarem a Universidade do Minho.
O balanço deste ano em ComUM é positivo, se visto pelo prisma da evolução dos redactores. Em termos qualitativos, houve uma quebra em relação ao passado ano, como seria de esperar. Não foi por isso que fomos menos ambiciosos e sempre trabalhámos com todo o empenho e ambição em informar a comunidade académica.
Não só trabalhámos a sério na altura do Enterro da Gata como em todo o ano. O trabalho que fazemos, sem recurso a apoios de quem quer que seja, é digno de reconhecimento e de mais algum respeito. Sabemos que incomoda haver quem esteja aqui para dizer bem como também mal, se for necessário. A liberdade de expressão e de informação é, claro, muitas vezes uma utopia. Vamo-nos esforçando por concretizá-la.
Este ano chega ao fim com mais uma marca em ComUM. Espera-se que no próximo ano alguém se disponibilize para, como aconteceu este ano, levar a isenção ao jornalismo académico. É uma tarefa difícil, mas é ainda mais difícil olhar para o restante panorama jornalístico da UM...
Estarei sempre por perto para ajudar os corajosos defensores da informação, na sua verdadeira acepção. Até ao próximo ano.
19/05/09
Bruno Simões
| Textos relacionados anteriores: | | |