Vistorias mais "apertadas" nas residências universitárias PDF Imprimir e-mail

As vistorias aos quartos das residências universitárias minhotas estão a ser mais frequentes e “apertadas” durante este ano lectivo. A sobrelotação das residências e o facto de existirem mais casos de irregularidades são as justificações apresentadas por Hugo Ribeiro, coordenador geral da Lloyd. No entanto, Ribeiro adianta que os alunos são avisados com "dois dias de antecedência".

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  Entrada da residência Lloyd, em Braga. Foto: Maria Antónia Peixoto

Todos os anos se realizam vistorias aos quartos das residências da Universidade do Minho, previstas no Regulamento das Residências Universitárias como acções de "manutenção, controlo" e  "situações que se prendam com a verificação de irregularidades”. Para os alunos, as vistorrias são encaradas como "um dos pré-requisitos" para morar numa das residências da Universidade do Minho. Quem o diz é Marco Martins, residente na Lloyd de Braga, que não crê que a sua privacidade esteja a ser invadida. "Não mexem na roupa nem nada", assegura o aluno de História.

As inspecções podem ser feitas durante o período de ausência dos residentes do quarto, segundo Hugo Ribeiro, que não considera o acto como "invasão de privacidade". "Há um pré-aviso por um coordenador que serve como elo de ligação entre os SASUM e os alunos”, corrobora Manuel Silva, segurança da Lloyd de Gualtar. Caso haja alguma irregularidade os responsáveis “chamam à parte” a pessoa em questão, afirma o coordenador. 

Maria Cunha, moradora da residência Lloyd de Azurém, discorda da opinião do coordenador. “Podiam avisar com antecedência, mas isso levava a que as pessoas escondessem as coisas proibidas”, afirma a aluna da licenciatura em TSI. “Quando foram ao meu quarto eu não estava”, conta a aluna de Guimarães. A aluna refuta a hipótese de ver violada a privacidade dos estudantes: “Percebo que eles tenham de fazer as rondas, se não os alunos abusam, e assim têm a certeza que as regras estão a ser cumpridas”.

No que toca às irregularidades mais frequentes, Hugo Ribeiro afiança que é normal encontrar “tabaco, certos aparelhos e coisas fora do sítio”. Maria Cunha acredita que o regulamento deve ser cumprido: “Se não se pode ter certas coisas nos quartos é porque alguém avaliou como um risco”, conclui.

O ComUM procurou contactar os membros dos Serviços de Acção Social da UM, responsáveis pelas inspecções nas residências, não obtendo qualquer resposta.

 

 

13/11/2009

Ângela Coelho e Rita Vilaça





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