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1 – O dia 17 de Novembro ficou marcado
pela manifestação de universitários de todo o país, em Lisboa, em
luta por uma acção social mais justa e por um acréscimo no financiamento
do ensino superior. Com cerca de 3000 estudantes a desfilarem pelas
ruas da capital, a academia minhota fez-se representar por pouco mais
que 30 alunos, não obstante a diversa informação sobre o evento,
atempadamente distribuída.
Mais uma vez, porque nunca é demasiado
repeti-lo, um alheamento e uma ausência de participação cívica dos
estudantes minhotos, em claro contraste com as inúmeras queixas e reclamações
que se vão ouvindo pelas mesas de cafés. “As portas que Abril abriu”,
como diria Ary dos Santos, entre as quais a da livre reivindicação
de direitos, são, assim, ignoradas, sobrepondo-se a reclamação em
surdina à expressão efectiva e colectiva de desejo de maior qualidade
e atenção por parte de quem define os nossos destinos.
2 – Por cá, em Reunião Geral de Alunos
(RGA), ficou a conhecer-se, já, o nome de um dos candidatos à Associação
Académica da Universidade do Minho (AAUM). Luís Miguel Rodrigues,
uma cara de continuidade da actual direcção, apresentou, para já,
uma ideia que me parece assaz interessante – organizar reuniões em
que todos os estudantes possam estar presentes para que, ouvidos os
seus anseios e ideias, possa elaborar um programa eleitoral mais abrangente.
Por outro lado, a Comissão Eleitoral
que saiu desta RGA assume como principal objectivo o combate à
abstenção que, anualmente, tem sido demasiadamente notória.
Em linha do que já tinha sido referido
no primeiro ponto, aguardo, com o habitual cepticismo, a efectiva participação
dos estudantes, não só no que toca a fazerem-se representar nas urnas
como, também, na criação de outras listas candidatas aos órgãos
directivos da AAUM. Sem debate de ideias, o acto democrático deixa
de fazer qualquer sentido.
3 – Pequena nota final para louvar
a celeridade com que o Conselho Geral da Universidade do Minho quer
ver elaborado o Regulamento do Provedor do Estudante, figura de grande
relevância, se atentarmos nos diversos problemas e anseios que muitos
estudantes enfrentam.
Nota: No momento em que escreveu este textoo, o autor ainda tinha conhecimento das candidaturas de Eduardo Velosa e Bárbara Seco.
30/11/09
Rui Afonso
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