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Os alunos que frequentam o primeiro ciclo de algumas escolas da região já podem ter um contacto divertido com a ciência. “Sentidos da Ciência” é um projecto que permite ver a ciência de uma forma abrangente e integrada entre a escola e a sociedade”, e está a decorrer todas as segundas-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. A duração do projecto estende-se até Janeiro do próximo ano, com uma pequena pausa durante o Natal.
 A fachada da biblioteca. Imagem: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva A iniciativa tem como objectivo mostrar aos alunos mais novos que a ciência não é um “bicho-de-sete-cabeças”, e pretende acabar com os mitos que existem em relação à ciência. Esta é também uma forma de “fazer a passar a mensagem de que qualquer pessoa, desde que queira, pode estudar e fazer ciência”, declarou ao ComUM o coordenador do projecto e docente da Universidade do Minho, Mário Almeida. As turmas terão, semanalmente, uma actividade dividida em duas partes: na primeira é lido um excerto do conto “Como se faz cor de laranja”, da autoria de António Torrado. Já a segunda parte é composta por uma oficina com um tema variável, onde os pequenos cientistas “vão mostrar as concepções que têm da ciência e como a vêem”, afirmou Mário Almeida. Alunos podem ver os seus trabalhos expostos Os alunos que ontem tiveram a oportunidade de ir à Craveiro da Silva, cujo tema era “Da terra nasce o fogo”, puderam “fazer coisas sobre os vulcões e sobre aquilo que sai da terra”. “Gostaram muito”, referiu com satisfação Almeida. Os trabalhos que forem ali produzidos vão ser alvo de uma selecção, e serão expostos durante o mês de Fevereiro na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Alguns trabalhos serão também expostos no Museu Nogueira da Silva e na Casa dos Crimes. Haverá também uma exposição no BragaParque em Fevereiro. Outras oficinas irão decorrer na Velha-a-Branca. Duas delas são de pintura e de ilustração, e nelas “as pessoas poderão participar e passar para o seu trabalho aquilo que vêem na ciência”. O coordenador do projecto revelou que esta iniciativa “está a ter muita adesão”, e acrescenta que os trabalhos são “muito originais”. 14/11/07 Cidália Barros
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